
Poemas de autores que preferiram não se identificar.
A VIDA é uma rocha
talvez um Cefas
com envolventes aperitivos
aos sentidos dos homens
para fisgá-lo como peixe
mediante arpões e anzóis
traduzidos em choro e pranto
A VIDA é um luar
com períodos e nomes distintos
revelam o conceito popular
das afirmações e crendices
que animam o caminhar da noite
e esta que permeia todos os dias
enobrece o Geena, e,
porque o dia mostra ao povo
que as trevas são passageiras
A VIDA continua
sim, vai, e vai, e vai, e...
com armadilhas e estratagemas
só para um "the end"
A MORTE
(theeverton@hotmail.com)
Enviado em 30 de agosto de 2001.
Queria que ouvisse o coração tentar dizer que te ama.
Mas ele ainda não fala...
E não há tempo para ensinar.
Ensiná-lo a falar ou ensinar-te a ouvir???
Por mais sincero que tudo entre nós tenha sido
Sempre fica algo pra dizer
Algo pra guardar, algo pra tentar esquecer
Sempre fica.
Como eu já disse
Não há mais tempo para ensinar.
Ou aprender o que todo mundo finge que sabe...
Esquecer
(uma_qualquer@hotmail.com)
Enviado em 28 de agosto de 2001.
Arte... Artemanha
leva-me a Espanha
e me acompanha
serve-me de companhia.
Alemanha me estranha
empenha-se a me expulsar
quem me viu
há de servir de testemunha.
Sem dedos e sem unhas
haverá de querer me arranhar
fitará direto nos meus olhos
e tentará me ver por inteiro.
Derradeiro obstáculo
entre mim e a alegria.
(metribol@bol.com.br)
Enviado em 21de agosto de 2001.
que fraco é o meu coração
que quando olho para ela
ele começa a pulsar mais forte
mesmo sabendo que eu a não quero
não consigo controla-lo
pois é dificil
ele sempre esta em duelo comigo
nunca consigo vence-lo
mesmo lutando com todas as minhas
forças e armas
(mr_jawa@zipmail.com.br)
Enviado em 20 de agosto de 2001.
Tudo pode ser apenas
a tua inclinação sobre o sul
sem um epicentro
num azul que não serve de leito,
um lugar invisível
de nossas bocas partilhadas
e rosas plantadas nos corações.
Acácias nascendo em nossos dedos
num silêncio invariável
para cegar todos os hectares de tristeza.
Tudo pode ser apenas
o teu toque dentro do desejo,
a palavra que não seja só turbilhão
e uma voz a crescer
num choro afro de mil anos,
o próprio toque do sonha
para sorrirmos no desabitado espaço
dos nossos corpos sem vácuo.
Tudo pode ser apenas
um perfume para a noite inteira.
(i_m_l@hotmail.com)
Enviado em 12 de agosto de 2001.
O coração é uma cidade com ruas de asfalto
E todos nós estamos procurando-o
você enriste em morar nesta cidade
mas não há espaço nem lugar pra você
Não é o seu dia de sorte
Voçê está parado no transito
Como o céu está lindo!!!!!!
Está nublado, triste, mobio
O transito não abre
Mas estou gostando!
Está um lindo dia
O sol não brilha
Tudo está bem, nenhum sinal de alerta
Sinto a pedra me machucar
Eu não consigo mais pensar
Não comsigo mais morrer
Não consigo mais olhar a cidade
Linda, atualizada
Mas de certa maneira suja
Mas que dia lindo
Está só triste
Hoje é um lindo dia!!
Porque eu não moro nesta cidade?
Porque eu não posso mais viver?
Está um lindo dia?!
Hoje é um lindo dia.
(jtigum@aol.com)
Enviado em 22 de maio de 2001.
Ó letra !
tu és a vírgula do espaço...
Parênteses
de esparsso amor..;
alfa aberto ao peito em dor.
Em ti
encontro o acento agudo
que me faz tão grave
e de saudades...mudo.
Reticente...
tabulejado no espaçamento vertical
das minhas aspirações...
sofro em maiúsculas.
Anônimo (rs057267@via-rs.net)
Enviado em 18 de maio de 2001.
Conto pra todo mundo
conto pra criançinhas
conto pra minha mãe
conto pra todos os lados
conto até embaixo d'agua
sentada, cansada...
Enquanto eu conto
ouço um canto
não me canso
não há descanso
pra que gosta
de contar
eu conto versos
cato conchas
cato palavras
conto coisas
perco contas
enquanto canto
enquanto conto
conto com todos
(sianjos@yahoo.com)
Enviado em 06 de abril de 2001.