
Pseudônimo: Carlinhos Pink
E-mail: cefj2000@yahoo.com.br
Homepage: http://br.geocities.com/cefj2000/CARLINHOS_PINK.html
Cidade: Fortaleza - CE
Sou poeta, cantor e compositor. Tenho vários poemas publicados e algumas músicas gravadas em karaokê e quatro músicas das quais sou apenas o letrista. De minhas composições (música e letra), espero uma oportunidade de gravá-las bem como músicas de outros compositores.
ouvi a tua voz, enterneci
e apaixonado me encontro...
os sonhos me esperam...
todo homem sabe amar!
e eu vi ouvindo a tua voz
espero coloridos os sonhos...
confraternizo com o som do nosso amor!
que chega comigo como contigo...
eu me espelho na trilha sonora
de todas as canções de uma mesma canção!
eu te quero dançando as melodias
sobre nuvens as mais brancas
de todos os nossos céus...
ouvi a tua voz, aprendi
e mais uma vez sorri...
e corri para dizer te amo!
deixo passar a noite
passando a noite toda
em todo o meu corpo de estrelas
que brilham, cintilam
e refletem o meu amor por ti!
e só por ti o poeta acorda
e se aquece com o calor da saudade
da lembrança que ainda está por vir...
e o poeta grita para ninguém ouvir!
somente o coração...
que vontade de te ver com vontade de me ver
à vontade contigo!
e dizer que sempre todo o sempre
estarás sempre aqui...
ouvi a tua voz
cometi um bom pecado...
de sonhar contigo acordado
me acordando de um sonho
para fazer amor!
sem pecado... somente amor!
enfim, ouvi a tua voz e adormeci
para amanhã ouvir a tua voz
e ser feliz
Enviado em 31 de março de 2002
completas velas apagadas
paira um cheiro inadequado no ar
e reformam-se as cores inconscientes e plenas
como se o tom fosse inexistente
flutuando em um palco meio aplaudido
das eras sacrificadas à morte prematura...
e os palácios de fogo se incendeiam do nada!
e o fogo aviva a vela que no escuro sobreposto
revelam sombras desnudas de contornos
e impregnadas de irrealidades...
desde o desaparecido e equacionado cheiro do ar
não tão mórbido e apenas inconfundível
às questões que me resguardam outras...
somente em vão contra a gravidez do grave
mais e mais em mim...
filho inquieto do medo gerando luz
ao útero em aberturas de sexos definidos!
pai do delírio inexplorado rastreando o antigo
tanto quanto intolerável tempo a menos...
pois o fim se contorce aos lados curtos
em tentativas forçadas do quadrado perfeito
da figura carente de geometria física!
e o fim se integra e se desintegra no mais além...
e o mais além se faz raiz real elevando à quinta
amplitude
o mar diferenciável das estrelas...
será que a fenda escorreu à cidade deserta?
nela as paredes se comprimem
convergindo os raios gama da destruição
aos não menos luminosos buracos negros
da guerra cósmica dos deuses bestiais...
por que o sangue inundou os orifícios já entreabertos
da carne fraca com o sal e o leite do mar?
loucura?
fuga às regras?
idiotas!
só o mar conta os peixes afogados...
só o sangue derrama o leite da mãe morta...
é porque o sol obstruiu e escureceu os vasos celulares
matando todo o código genético de uma geração...
e o sol também se apagou pelo frio das calotas polares
derretidas e enviadas aos vulcões...
e o que não se sabe são as atrações magnéticas
incoerentes e vagas do apertar um botão
explodindo uma bomba na selva amazônica!
e a áfrica afundou no oceano único
e os pássaros pousaram de asas perdidas
na ilusão de um coito mal feito de uma vida
uma baleia e uma formiga talvez...
o homem no espaço assiste à cena final
e do satélite emite ondas de velocidades altas
tentando comunicação com os macacos!
e ele acorda suado da gota primeira
do pulo do rato que o gato comeu
e o cachorro latiu rachando os ossos
quebrando ao meio o pensamento canino!
a mulher e a criança:
a mulher é a rosa que desbota pétalas...
a criança é o feto do adulto que cresce...
e o homem assiste à divisão do átomo
em rotações de movimentos retilíneos
pois a aceleração é constante e a inércia aparente...
a física quântica é somada e subtraída
e einstein descobriu o erro passado
e transcendeu da matemática à filosofia!
pois a igreja condenou a ciência à santa inquisição
mas isso é irrelevante e o tempo cura...
não sei mais de nada:
se a máquina funciona
se o computador fala
ou se a humanidade regride à idade da razão
de um coração romântico...
ou seria parnasiano?
ou seria realista?
o laser abre fendas e cobre vales!
a poesia regenera e conquista a platéia
em um teatro de bonecas de pano...
um grupo em um show moderno
revista e revisa a palavra dada...
o carro elétrico estancou e a gasolina evaporou
não!
foi o petróleo do governo numa política absurda
de eleições e sistemas velhos...
e o alimento?
quem morrerá de fome?
os estudantes pedem sua vez!
os estudantes perdem sua voz!
o livro diz que a pedra é um cristal...
e a música profana há séculos a caminhada
o jazz
o rock
o samba
toda uma discoteca vencida...
e o leão?
o imposto imposto não foi pago...
foram os insetos em seus calvários!
e a ordem dos fatores alterou o produto bruto
e a nação faliu...
e o mundo sucumbiu à missão de um profeta
na volta dos magos musicais com seus instrumentos
mágicos
estonteantes
irreais...
nós venceremos?
temo pelos meus filhos que pagarão as dívidas
externas ou internas?
tanto faz!
e eles inocentes e coitados e criminosos
e têm que esperar pela chuva na seca de chuva
pois só assim a fome acaba e vem um novo presidente!
a luz se acendeu
a cortina se abriu
e uma flor também...
no palco a relação sexual de um olhar cego!
o cálculo da temperatura na boca gelada
e sonego a mim mesmo esta poesia
indefinida pela antimatéria isolada
e chega então o fim
que na derivada de si mesmo
se faz real e consciente
para a minha poesia que termina
na minha poesia que começa
Enviado em 31 de março de 2002
separam-se as amarras
escravos se espalham na noite
o sangue derramado nas encostas
das cordilheiras solitárias
se confundem com os gritos
inconsistentes da não-desesperança
liberdade guerreira de escravos colonos
independência conforme completos pensamentos
inerentes, disformes, imprecisos
natos do inconformismo aparente
noites-manhãs dos desvalidos imortais
e novamente separam-se as amarras
e não mais existem escravos
somente escravidão
capitalismo, corrupção
dinheiro e morte
e mulheres se arregimentam caladas
nas camas, nos bares
nos lares, nas vidas
mudanças repetidas aproximadas
as testemunhas fêmeas choram os desafios
e o machismo alimentado assume erros
e desaparece na consciência feminina
carente, descoberta, sensível
independente agora a mudança real
separam-se as amarras
ficam as mulheres iguais mulheres
seres humanos, homens reais
o mundo, os países, as guerras
democracias disfarçadas
aberturas parciais
acontecem e acontecem vidas
mudanças gerais de vidas
fé no amor
na cumplicidade de classes
suas igualdades
uniões de mãos dadas
destinos únicos
bonitos destinos
separam-se as amarras
men tir as amarras de uma vez!
Enviado em 31 de março de 2002
copos transbordam sangue
corpos nas sombras se envolvem
e as lágrimas são depositadas nas manhãs
nos escombros do anoitecer passado
onde o sangue se transforma em vinho
a carne, o pão-de-cada-dia, dormida
a alma dilacerada, concentrada
afogada na próxima dimensão
e o amor sobrevive e o prazer
afinal existem riscos
discos voadores
possessões demoníacas
e Deus a dar risadas de sua criação
a grande farsa do homem disfarçado
porém, sobrevive a fé
a fé na força maior
que é o próprio ser humano
frágil e confiante
a fé no sentimento maior
que é o amor próprio e impróprio
apenas natural e consciente da luta
labuta, e chuta de si o ódio
o lado oculto da raça humana
quando Deus passará a existir
claro e forte
um mensageiro das estrelas
que vem à mulher do vento
cavalgar os sonhos do invento
muito lento e muito lento
amar e ajudar
prosseguir viagem
pois Deus não era Deus
foi Deus e agora aDeus
somos a esperança
a criança do canto soturno
e a vida mais intensa, mais vida
pois os copos não mais transbordam sangue
e somente os corpos ainda se envolvem
infinitamente
Enviado em 31 de março de 2002
sabiam os caminhos
se perderam módicos e pequenos
sabiam as viagens
regressaram em noites monótonas
tantas foram as chances!
tantos os pecados!
neófitos, nefastos
impuros, nostálgicos
inválidos os índios...
e a ira abateu-se sobre os caminhos
os caminhos sobre os atalhos
os atalhos sobre as marés
cujas enchentes, as ciladas
são macabras sem cabras
e abras Brasil a Zil...
país de um universo bonito e único
apesar de munificente reduto aos índios de luto
aos povos com ovos de páscoa pela paz
apesar da pá escavando o vazio da terra
e a terra o vazio da pá pacífica
e a lua, a maré, que subiu, deu ré
reabriu e abriu com brio o azul
pelas viagens acidentais
ocidentais, orientais
como tais pessoas
soas o sino e ensino a descoberta...
está aberta a janela de uma favela no morro
e peço socorro e corro dali, grito daqui
pois regressaram em noites monótonas
tantas foram as chances!
tantos lances de dados!
alados, partidos
e nenhum que ficou só...
e eficientes as viagens
lavagens cerebrais
torturas que aturas e que duras a vida inteira
enganos que por debaixo dos panos da ditadura
se escondem as carapaças
violências e conflitos
escândalos e seus vândalos escapam ilesos
e a poesia canta o Brasil de que gostei
e apostei infinito no finito que é bonito...
os atalhos mesmo falhos e raros e caros
se perderam na arca e na barca guerreira
que subiram com a maré e o sol
e a lua despida e virgem, o azul
e a fogueira acesa que incendeia os pecados
os índios que purificam a noite e morrem...
sabiam os caminhos
e se perderam novamente
até nunca mais:
aqui jaz um poeta triste
Enviado em 31 de março de 2002
era tempestade numa tarde de domingo
um pingo que arde majestade fera
numa taça faça o vinho o ninho
o homem amém o deus que era
tempestade já noite o assalto de lua
o cometa e nua ela dorme
o capeta a tua atenta alma forma
e ele teus pecados perdoa
numa boa aparências marcadas
marcados encontros de morte
e o dado rola a carta farta
o jogo quebrado e deu nada
a mola mole molhada da madrugada
e seca a garganta de voz de grito
atrito atroz e feroz do amante atrás
da amante mulher sem vistas sem vestes
gigante dos pêlos molhados
dos dedos descascados
e ligada na corrente elétrica anormal
em curto demorado silêncio
furto de cores e farto de nada
o lado da fada mascarada o namorado
um incêndio um frio um trio de quatro
sem pernas e ternas muletas
só ternos rasgados
internados soterrados no inferno da vida
na frente ártica láctica adormecida
para além muito além do escuro
um furo no buraco da imensidão do ser
sem sorte o forte desarmado
sem pontos tontos tantas vidas
idas e vindas lindas além
patriártica e prática
a tempestade num pingo só
Enviado em 09 de fevereiro de 2002.
que importância tem a cidade morta
se restam apenas apagadas ilusões?
violando as leis de um universo pragmático...
arrastando montes de areias inúteis...
se indefinidas noites povoaram
os túmulos dos idiotas bélicos?
para as curas de corpos feridos!
para os cultos de fantasmas tristes!
se incompletamente rostos queimavam?...
se involuntariamente lésbicas se amavam?...
imóveis na palavra!...
incorretas na tradução!...
se as vozes se faziam ecos nas contradições do adeus?!
que garantias podem sentidos
em autênticas vidas desalmadas?
na volta sofridos os olhos de suas caçadas de si
mesmos!
que se perderam em alucinações...
o plasma oculto dos deuses pecadores,
dos capitalistas pobres
das mulheres santas
dos viciados e drogados e traficantes
que importância tem se não tem importância?
Enviado em 09 de fevereiro de 2002.
eu sou um ser humano...
não sou uma máquina a vapor!
eles são os culpados
os capitalistas, os banqueiros
os comerciantes, os governantes
os idiotas, as carniças
a exploração do homem pela máquina
as formas de informática mal feita
a corrupção, o ódio
fumem!
é mais suave, é mais prazer e tem menos...
fumem! fumem suas vidas...
fumem-se e fumem-se
meçam-se centímetros
e sejam elegantes canalhas falsos...
e uma única vez se toquem
percebam os filhos da mãe que vocês são
a santa que os pariu
e pariu mesmo e sangrou mesmo o diabo...
não se deixem abater pela imoralidade
religiosidade, preconceito, frescura
política, sexo, opiniões, ordens
sejam vocês mesmos
ternos e carinhosos e despoluídos
o cigarro na mão!
eu tenho um cigarro na mão...
que importância tem isto?
minha vida!
e eu queria deixar o vício
deixar minha essência fluir
fechar minhas portas às propagandas
que não informam, deformam...
lavam os nossos cérebros com o melhor detergente...
e eles ficam brancos de nada!
mas a gente muda e grita
eu tenho direitos! nós temos direitos!
e eles são fortes...
parei de fumar poeticamente
minha real vida fará o resto
eu acredito
sou poeta, comunista, sensível
romântico, agressivo, carinhoso,
homem, mulher, vegetal, bicho
deus...
e atento ateu mal sou gente
até o fim do fim do nosso possível fim
obrigado
eu sou um ser humano...
Enviado em 09 de fevereiro de 2002.
sois a insídia mortal
que cobre o meu corpo
e destrói meus pensamentos...
como é difícil ser imortal e ser feliz!
sois a serpente que lambe em meu peito
o sangue derramado do meu rosto...
e se transforma em segredos
que se perdem na solidão
e que carrega em seus medos
a dor e a destruição
como é difícil
fechar os olhos
deixar o vício
cair em prantos
e sorrir!
sois o taburno que se fecha
deixando-me na escuridão...
sois o alvitre de uma esperança
que se perde no tempo
para em cada momento
se fazer presente
como é difícil
estar ferido
com as mãos no rosto
escondendo o disfarce!
como é difícil
sentir a dor
de ser difícil
e perceber
que os outros
estão percebendo...
como é difícil!
Enviado em 09 de fevereiro de 2002.