Daniel Pintenho

E-mail: pintenho@latino.com
Cidade: Juiz de Fora - MG


Poem

I seemed a child
When you came
To see me
I smiled and spoke
Trying to show
The best of me
Only for you lighted me
With your love.

Enviado em 17 de maio de 1999.


O Oceano

Ó oceano fúnebre
Onde as águas de todas
As vidas deságuam...
Salgado é seu beijo
E protetor o seu abraço!
Ó oceano fúnebre
Onde as águas de todas
As vidas deságuam...
Confortantes são suas ondas
E belas suas profundezas!
Ó oceano fúnebre
Onde as águas de todas
As vidas deságuam...
Majestosa é sua imensidão
E angustiantes os seus mistérios!

Enviado em 17 de maio de 1999.


Sem título

Beije minha alma
Ruidoso silêncio de seu coração perturba
A tátil música do colorido toque
De seus lábios que não são de carne
Mas de chamas
Beije minha alma
Dê cor ao silêncio
Vista o amor com roupas novas
Prepara-se para o casamento
Entre a razão e o sentimento
Beije minha alma
Fecunde minha alma
Para que se desenvolvam e nasçam
Do meu útero mental
Variados e belos filhotes-pensamentos
Que enriquecerão a futura
Sociedade filópara
Beije minha alma euripática
Para romper-se as silenciosas
Correntes que me aprisionam.

Enviado em 17 de maio de 1999.


Sem título

Olho o céu com os olhos vendados
Sinto a luz tateando meu corpo
Tento sentir o aroma do azul do céu
Mas vejo somente a agridoce escuridão
Com a esperança me carregando
Em seus frágeis braços de areia
Tento lutar contra a solidão
Que vive solitariamente sozinha
Olho o céu com os olhos vendados
Sinto a luminosa suavidade dos ventos
Ouço o bater de meu coração
Sinto a saliva se formando
Em minha boca
Ao longe os gritos de alegria
Da mulher que nunca entristeceu
Que descobriu que é lindo ver
O pôr-do-sol ao entardecer
Minha alegria é como uma noite
Sem lua e sem estrelas
Meus sentimentos nascem como plantas
Mas morrem em pedregoso terreno
Por isso olho o céu com os olhos vendados
Tentando buscar uma solução
Para a solidão que vive
Solitariamente sozinha
Por isso me agarro
Aos frágeis braços de areia
Da esperança em busca
De um sinal de Deus
Olho o céu com os olhos vendados
Sinto tudo ao meu redor
Ouço o bater das asas de pássaros...
Poderia ver com os olhos nus
Mas a venda nos olhos me amparam
Não me deixando ver o azul do céu,
As cores da natureza, a beleza das mulheres
Pois tudo isso se desmerecem
Diante do colorido de minha ignorância
E da beleza-feia de minha imperfeição.

Enviado em 17 de maio de 1999.


Amor que ainda não me desfiz

Este amor do qual ainda não me desfiz
Este amor que me fez sempre sofrer
Pra ser uma segunda vez feliz
Tenho que tentar este amor esquecer.

Como pode ainda este amor me absorver
Forçar-me a dizer o que não se diz?
Desejar o que não se pode ter?
E querer fazer o que nunca quis?

Um amor que constrói em mim incertezas
Estilhaço que me dói e que me alegra
Que me faz ver no sentimento um mal

Ó Bia, escultora de minhas tristezas
Nós tornamos amarga a doce entrega e
Jogamos nosso ouro em pó ao vendaval!

Enviado em 17 de maio de 1999.


Vazio paradoxal

Nas minhas horas vazias
Penso na minha alegria vazia
E vejo que o vazio insiste em
Preencher o coração.
Mas se o vazio é a ausência
Segundo dizem as enciclopédias
Como pode o vazio estar presente
Aqui dentro do peito, então?

Enviado em 17 de maio de 1999.


Poem

My joy is sad
My smile is tearful
My words...babblings
My passion is liquid
My soul, breath
My life...nausea

Enviado em 17 de maio de 1999.


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