
Nasci em São Paulo Capital, no dia 18 de dezembro de 1980. Comecei a escrever poemas em 1999 mesmo, com o poema É a Nossa Amizade, o qual fiz para uma amiga que fazia aniversário. Desde então não parei de escrever. Tenho mais de 90 poesias, entre elas 3 são sonetos. Já tenho um livro pronto, mas que não foi publicado ainda. Além de poesias líricas, escrevi algumas satíricas, onde eu critico tudo que eu acho errado, como Clone, como a caça a animais, etc...
E-mail: eduardonagai@email.com.br
Cidade: São Paulo - SP
O vento
Sussurra ao meu ouvido
Palavras tão doces
Que flutuavam
Em meu coração abatido
As ondas do mar
Rastejam em balanço amoroso
Ora calmo, ora bravio
Traçando um horizonte sinuoso
Que reluz o nosso amor doentio
Na terra
Se planta a semente
Da nova geração sonhadores
Agüentam a vida doente
Repleta de males e dores
O fogo
Valente e ousado
Destrói o que vem pela frente
Tudo que resta é passado
Mas o amor sobressai eternamente
O espírito
Sonha nas noites chuva
Experimenta em devaneio
Seus doces lábios uva
As ondas aprendem do vento
A soltar palavras de sentimento
As ondas ensinam a terra
A traçar a vida
No horizonte que se navega
O fogo aprende da terra
A colher o que se aterra
O fogo ensina ao espírito
A ousadia de um guerreiro
A lançar-se sobre as chamas
De um amor verdadeiro
O vento aprende do espírito
A experimentar, a sonhar
Todos os prazeres da vida
A sentir seu corpo chorar
E sangrar em busca de uma saída!
Enviado em 25 de março de 2000.
O meu espírito, valente guerreiro!
Invade teu sonho por telepatia
Vela teu sono, toca seu cabelo
Rouba-lhe teu segredo, sonho e fantasia
Mas sofre por ti, por seu amor verdadeiro
A força de meu espírito guerreiro
Protege-me de ilusões, de magia
Protege-te das flechas de um forasteiro
Protege-nos das chamas sombria
Mas sofro por ti, por meu amor verdadeiro
Vens comigo! Seremos guerreiro e guerreira
Juntos lutaremos contra monstros
Juntos destruiremos qualquer barreira
Já vencemos a solidão
Agora somos um só espírito
Agora somos um só coração
Enviado em 13 de março de 2000.
Areia, areia e areia
Areia é tudo que vejo
Já estou cansado
Eu andei já a mais de uma semana
E não chego a lugar nenhum
Areia, areia e urubu
Ando mais um pouco
Avisto água
Começo a correr
E pulei
Engoli areia
Caí de cabeça
Levanto a cabeça e só vejo
Areia, urubu e areia
O que está fazendo aquele urubu?
Me encarando
Com aqueles olhos de morte
Acha que vou morrer?
Ah, mas eu não me importo
Continuo a andar
Mas não chego a lugar nenhum
Tô começando a sentir fome
Tô começando a sentir sede
Tô sentindo tudo
Calafrio, desespero
Só de ver o...
Urubu, areia e areia
Passou! tudo passou
Agora não sinto mais nada
Nem vida
Enviado em 13 de fevereiro de 2000.
Não sabemos nada sobre nós mesmo,
quem sou eu para falar?
Executamos nossos planos a esmo
sem que venha a falhar.
Não sinto a minha simples existência
nesse mundo medonho.
Mas vejo no sorriso, na inocência,
um verso ser risonho.
Me diga novamente quem nós somos.
Não diga com palavras
e sim com o sentimento se amamos
um amor que tú travas
Não me console se não há consolo,
não me pronuncie a mágica.
Tú vês agora que me sinto um tolo?
que vive a vida trágica
de um poeta que não vive sem rimar.
Só sente o coração.
As ondas batem nas pedras do mar
no mar da solidão.
Ontem eu vi tantas estrelas caírem
no mar da solidão.
Que se amanhã ainda elas existirem
veremos ilusão.
Se fosse tão simples de se entender,
mas tudo dificulta.
Seria tão fácil chegar a você
e ao amor que tú oculta.
Digo a você, palavras sem sentido
e a mão no coração.
Mostro a você, caminhos sem perigo
no mar da solidão!
Enviado em 13 de fevereiro de 2000.