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És rio formado de lágrimas
Ondulado de sussurros
Em contraste com esses muros
Que separam essas páginas
Que de sangue fora pintado
Com cascatas verdejantes
Feito filhos dos amantes
Nessas águas tens estado
Minhas mágoas despojadas
Pelas correntezas levadas
Ao encontro do passado
Nessas páginas contadas
És rio formado de risos
Daqueles boêmios noturnos
De madrugada se ouvem sussurros
Dessas vozes em juízo
Entre elas uma é calma
Essas águas aposto, juro;
Som límpido e puro,
É o leito obscuro da alma...
Enviado em 15 de agosto de 2001.
Tudo é incrivelmente passageiro,
Tudo muda de repente,
Nem sempre a dor é permanente
Quando cicatrizado inteiro...
A dor machuca, mas, amadurece,
E tão logo desaparece,
E leva muito de nós...
Mas algo sempre permanece.
Não sei se esquecerei,
Mas a tristeza que já passei
Traz-me força, e não temor.
Sei, a vida é muito dura,
Mas é pior a candura e
E ternura sem amor...
Enviado em 15 de agosto de 2001.