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Fundamental que nos calemos
que acreditemos que assim é
... nada a mudar
Silenciar.
Mas veja bem,
foi arbitrado
desde a comuna
pois nada é
tudo está sendo.
A ordem dada
é pleno caos
a violência do convencer
Então, falemos...
gritemos
Subvertendo o que prescrito
se inscrevendo
E escrevendo
novos escritos.
Enviado em 15 de abril de 2000.
Visitar sua pele
Me inscrever nos teus pelos
Teus poros úmidos
Desvendando
Decorando
tua cartografia.
Enviado em 15 de abril de 2000.
O retrato está ali
E já não é
Passou.
O presente está aqui
Cadê?
Já não está
Passou...
Já não somos
Tudo fugidio
escorregadio.
Tudo coisa
nua, oleosa
bailando
em nossa volta...
Dezembro, 97
Enviado em 05 de janeiro de 2000.
Deixando morrer todas as vontades
Entregando os pontos
Levando junto tuas esperanças...
Reverterei o tempo
negando o vivido/doído
não olhando olhos
dobrando a esquina antes
do encontro determinado.
Revertendo o tempo
não permitirei
risos silenciados
palavras não ditas
contidos gestos
E dançando sob a lua
ritos milenares
encantarei najas.
Nunca mais
curando feridas
cobrindo de ternura o corpo
indiferente
preso no teu medieval castelo
de profundos fossos
e úmidos cômodos
Não mais olhares "através de",
sem pressentir, sem enxergar
a presença
nem suportar peso da
indiferença crua
do composto indefinido
cheirando a metal e mofo
do qual és feito
Junto com o desejo agonizante
garras afiadas
alcançando tuas entranhas
e junto com elas
arrancarão teu ar
pondo calor na frieza do olhar
Gargalhando loucamente
profetizando
soluçando amargamente
em luto
dançando, bailando, ao
som das carpideiras
Amaldiçôo.
Enviado em 05 de janeiro de 2000.