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Cidade: Rio de Janeiro
Escrevo
A esmo
O que vem
Na mente
Para você que sente.
Subvertendo
O entendimento
Que ancora
O pensamento
No tempo.
Sem notar
Os ancoradores, da língua
que ela esta sempre em movimento.
Não percebem assim a evolução
E a língua vai deixando
O ancoradouro
Do conservadorismo lingüístico.
Para longe dali,
Navegar em liberdade
Na liberdade daqueles que entendem
Que não é a idade que faz a língua. E
Sim os momentos que a criam
Para que possam ser entendidos pelos homens.
Subvertendo a realidade das coisas
Vem o progresso.
Subvertendo-se, a língua cresce em ti.
Enviado em 17 de novembro de 2000.