Luiz Carlos Amorim

Luiz Carlos Amorim é natural de Corupá(SC), onde nasceu em 16 de fevereiro de 1953. É formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Joinville. É fundador e coordenador do Grupo Literário A ILHA, com quase vinte anos de existência e editor das Ediçoes A ILHA, com mais de 20 títulos já editados. As edições A ILHA publicam também o Suplemento Literário A ILHA, revista que reúne a produção dos integrantes do grupo, de escritores do Estado, do país e até do exterior, já na sua 71ª edição.

O autor tem doze livros publicados: "Velhas Histórias Jovens" - contos; "Pedaços" - contos, na segunda edição; "Canção de Amor" - contos, também na segunda edição; "Vida, Vida" - contos, publicado no Rio em âmbito nacional; "Minha Poesia Menina" - poesia, já na terceira edição; "Uma Questão de Amor" - poesia, publicada pela Editora Lunardelli, de Florianópolis; "Canção da Esperança" e "Canção da Esperança II" - poesia; "A Cor do Sol" - poesia, publicada em Florianópolis por Edições Cepec; "The Poet" - poesia, publicada nos Estados Unidos pela IWA, com os poemas na versão original, em português e "The Color of the Sun" - versão traduzida para o inglês de "A Cor do Sol", lançada nos Estados Unidos, assim como a versão em espanhol do mesmo livro, “El Color Del Sol”, publicada na Espanha, Argentina e Uruguai. Para lançamento em 2000, estão no prelo a segunda edição de “Meu Pé de Jacatirão”, em português, a edição deste mesmo livro em inglês, nos Estados Unidos e em espanhol na Espanha.

Participou de várias antologias, no Brasil e no exterior, como "Escritores do Brasil" - Rio de Janeiro; "Selected Writings" - Colorado-Estados Unidos; "Poesia, Lucidez e Fantasia" - Blumenau(SC); "Poetas Brasileiros de Hoje" - Shogun Arte, São Paulo; "Um Toque de Poesia", Joinville; "Poesia Sertaneja" - Editora Lunardelli, Florianópolis; "Poetas da Praça" e "Poetas da Praça II", Joinville; "Mar, Poema e Imagem" - FCC Edições, Florianópolis; "Antologia da Nova Poesia Brasileira" - Fundação Rio, Rio de Janeiro; "Poesia Viva", Edoções A ILHA, Joinville; "Poetas da Cidade" – Joinville, “A Nova Poesia do Norte Catarinense”, etc. Publica artigos, crônicas, contos e poemas em várias revistas pelo Brasil e exterior, como "New Wave", "International Poetry", "Magazine Literaire","Hot For Spring", todas americanas e "Poetcrit", publicada na Ïndia. Assina, ainda, cinco colunas literárias em jornais da região.

Foi o pioneiro em descobrir novos espaços para a poesia, instituindo o Projeto Poesia no Shopping, com a exibição do Varal da Poesia em todos os shoppings do Estado de SC, além de bancos, festas e escolas e lojas. Criou, também, o Projeto Poesia na Rua, que exibe poemas ou trechos deles em out-doors pela cidade, espaço até então não preenchido pela poesia. O Projeto Poesia na Rua já foi copiado em São Paulo, neste ano de 99. E há ainda os projetos Poesia Carimbada e Pacote de Poesia.

E-mail: lzamorim@terra.com.br

Homepage: http://clientes.brasilnet.net/lcamorim


Meu Natal

Eu vou viver o Natal.
Não vou lamentar pacotes,
o dinheiro dos presentes,
nem vou enviar cartões.

Vou sentir este Natal,
festejar o aniversário
do arquiteto da vida.

Vou dar amor de presente,
vou oferecer sorrisos
e distribuir carinho.

Não foi o que ele ensinou?
Hei de aprender uma prece
pra pedir ao grande Irmão
a bênção neste Natal...

Enviado em 14 de dezembro de 2001.


Festa

O tempo corre, célere,
e a vida aposta corrida com ele.
Feito um relógio,
a vida se refaz.
Vai-se o inverno,
vem a primavera
e, arauto do tempo,
floresce o jacatirão,
o pincel da natureza
pintando a tela do mundo,
anunciando o verão,
anunciando o Natal.

Natal, essa época mágica
de desembrulhar esperanças,
dar muito amor de presente,
desempacotar paz e fé
e engavetar a saudade.
Festa de aniversário
do Senhor da grande tela
da cor do jacatirão,
enfeite maior do Natal.

Enviado em 14 de dezembro de 2001.


Tempo de Natal

Natal.
Novamente Natal.
Eu cresci e o Natal perdeu o encanto...
Festa artificial, cumprimentos vazios,
não mais a ansiedade pelos presentes,
só a preocupação com o presente
e com a incógnita que é o futuro.

Será que o Natal
é só brinquedo de criança,
árvore enfeitada, festa?
O Natal das crianças continua,
com Papai Noel, presentes e doces,
porque a criança é pura
e delas é feito o Natal...

E o meu Natal?
Acabou,
só porque não sou mais criança?
Não, o Natal não acabou.
Apenas esquecemos que o Natal
é o aniversário de Cristo,
que veioo para trazer fé
e esperança ao mundo,
que morreu para selar um pacto
de amor à humanidade.
Ele morreu,
mas continua mais vivo do que nunca,
basta que queiramos.

Que Ele esteja com você, neste Natal.
E você com Ele.
O seu Natal
será muito mais Natal, então.
Ressuscite-o dentro de você
E far-se-á o Natal...

Enviado em 14 de dezembro de 2001.


O renascer do Natal

Um menino vai nascer,
neste Natal.
Trará consigo a paz,
a pureza verdadeira
e o amor, quase esquecido.
Trará ternura nas mãos,
compreensão e carinho
e esperança no olhar.
Nós sabemos o seu nome.
E nós sabemos, também,
da flor do jacatirão,
que aparece todo ano,
lhe anunciando a chegada.
E quase ninguém a vê...
Um menino vai nascer.
E a flor do jacatirão,
arauto humilde e singelo,
lhe festeja o nascimento,
preparando as boas vindas.
Saberemos nós, os homens,
imitar a natureza?

Enviado em 14 de dezembro de 2001.


Renascimento

Há um raio de luz
nascendo no horizonte.
Há um fio de esperança
apontando o futuro.
Há um resto de fé
se multiplicando.
É a vida ressurgindo,
é o Natal do renascimento,
do encontro da paz,
da busca do amor,
a comunhão com Deus!


Enviado em 14 de dezembro de 2001.


Renascimento II

Natal é o renascimento
da esperança e da vida;
é um abraço, um sorriso,
um sentimento maior.
É a ternura
de um menino nascendo,
é uma estrela apontando
a direção do futuro...

Enviado em 14 de dezembro de 2001.


Explosão

É dezembro,
é verão, é Natal...
Explode com força a cor
da flor do Jacatirão:
pétalas de esperança
colorindo o futuro...
Sinal de vida, ainda,
a luz do nosso caminho

Enviado em 14 de dezembro de 2001.


O Natal que eu quero

Quero o Natal completo
e por inteiro,
verdadeiro.

Quero o Natal pulsando
em mim e em todo ser;
Quero o Natal nos olhos,
luz a colorir a vida,
a semear a paz;
Quero o Natal nas mãos,
carinho a semear ternura;
Quero o Natal nos lábios,
canção a propagar a f'é.

Quero o Natal no coração,
multiplicando amor,
presente maior que posso ter...

Enviado em 14 de dezembro de 2001.


Canção

Canto uma canção antiga,
uma canção romântica,
uma canção de amor,
uma canção de vida.
Canto prá você, mãe.

Canto todas as canções
numa cantiga só...
Às vezes desafino, é verdade,
mas a canção é poesia,
acalanto, emoção,
é alma, é sentimento.
É tudo, é você, mãe.

Enviado em 04 de maio de 2001.


Todos os dias

A vida se repartindo,
coração se avolumando,
amor se multiplicando.
Isto é você, mãe, mulher.

Todos os dias são seus,
toda vida lhe pertence;
a natureza, perfeita,
é sua irmã gêmea.

Que presente, então, lhe dar,
a não ser nosso respeito,
todo carinho e amor
e uma pequena flor,
gigante como você?

Enviado em 04 de maio de 2001.


Árvore-Flor

Meu pé de jacatirão
caiu semente em mim
brotou viçoso e verde,
ficou raízes,
cresceu frondoso
e desabrochou,
floresceu cores.
Pintou de branco,
rosa e vemelho
todo o chão
do meu coração...

Enviado em 16 de março de 2000.


Saudade

Ah, essa saudade vadia,
a passear, insistente,
pelo fundo dos meus olhos;
não se decide, afinal,
a ir embora de vez...
Brinca com a tristeza
que transcende o meu olhar,
invade o meu coração
e mata todas as flores
que desabrocharam
em mim...

Enviado em 16 de março de 2000.


Mutação

Esse amor
que me empurra
pra vida,
ainda é o mesmo
que me construiu.
Então, porque o tempo
agindo, impassível,
transforma o mundo
e parece mudar
as formas de amar?
sentimento vivo,
essência de vida,
mudou, fora de mim,
ou mudei eu?

Enviado em 16 de março de 2000.


Chama

Um menino
cruzou o meu caminho.
Despido de tudo,
até quase de vida,
restava-lhe, apenas,
no fundo dos olhos,
uma chama pequena,
quase apagada,
de pura inocência.
Dei-lhe um sorriso,
velho e surrado
de esmola
e fui procurar
a minha chama
perdida...

Enviado em 16 de março de 2000.


Meu Pé de Jacatirão

Cresce em meu coração
uma árvore.
Há dentro de mim
um pé de jacatirão...
Rude, agreste,
humilde, solitário,
festivo, frondoso,
majestoso e colorido.

No outono e no inverno,
sou esperança;
no verão,
sou festa de amor e cor,
resplandeço flores e luzes,
cúmplice do sol.
E então eu me envaideço,
sou feliz.
O mundo inteiro
é uma aquarela
e eu pinto a vida
com as minhas cores.

Corre em minhas veias
a seiva, o sangue,
de um pé de jacatirão...

Enviado em 16 de março de 2000.


Nós Dois

Vejo nós dois espelhados,
nos grandes lagos castanhos
cristalinos, os teus olhos.
Navegamos mansamente,
nas serenas águas claras
cheias de luz e poesia.
É nossa grande viagem,
percorrendo os caminhos
que nos levarão de encontro
à descoberta de nós.

Enviado em 16 de março de 2000.


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