Nuno Borges

E-mail: nunobb@hotmail.com
Cidade: Rio de Janeiro - RJ


Algum minuto

Minutos são como lágrimas
Derramam sobre meu peito
Invadem todo o meu tempo
Seguram o que dou valor
Se espalham como o vento

Um minuto representa muito
E ao mesmo tempo pouco
Você pode aproveitar um momento
Ou desperdiçar o tempo
Que foi estendido
Pela vontade de ter
Um minuto para aproveitar
Um minuto para morrer

Não conte um minuto
Guarde ele com você
Espere o momento certo
Não desperdice com ninguém
Divida sim com alguém
Que goste de estar
Com você todo o tempo
Não deixe o minuto se acabar

9 de setembro de 1999
Enviado em 26 de março de 2000.


Crypkyier

Se teu amor não me importa
É devido a sua arrogância
Seus olhos vermelhos não piscam
Não sou eu que não te amo
É você que não me entende
Seus falsos pés andam em minha mente
E seus cabelos sobre meus braços
Se te amo é porque te tenho
Se tenho é porque sou forte
Logo mostro a todos aqui
Que não sou melhor que você
Pois eu tenho você
E você não tem que se aturar
Doce maldita pele sua
Me toca suas mãos machucam
Que sorriso falso em sua cara
Que ao vermelha se disfarça
Sangue vermelho em meu colo
Ao te deitar não falo nada
Se deitar ao seu lado
Acordo morto e decepado
A morte nÀo me persegue
Ela já me encontrou
Vive dentro dos seus olhos
Que a um tempo já me olhou
Os ponteiros passam dos limites
Pois não tenho para onde ir
Se eu fugir você me encontra
Se te amo não me vejo
Olho perto dos seus seios
E só vejo um amor
O amor ao ódio
Sempre cego fomos os dois
Vendemos nossas almas a ele
Vampiros nos atacaram
Parei de usar minhas palavras
Pois você não mais entendia
A luz cada vez mais longe
Seu beijo cada vez mais distante
A letra fica toda pequena
E minha voz roca
Sangue-suga meu amor
E esconde a sete palmos do chão
Se eu penso em ver o mar
Vejo sangue na escuridão
E seu rosto vermelho e pálido
Olhos fechados ou abertos
Não faz nenhuma diferença
Pois você só vê o que quer
Só pensa no que quer
E só ama uma pessoa
Quer dizer, duas pessoas
Você e ele...
Sinta meu sangue quando eu voltar
Minhas unhas nos seus seios vai lembrar
Seus gritos sÃo meus gritose invocações
NÃo lembre do meu nome
Mas lembre do meu cheiro
E também do meu gosto
Meus olhos pregaram em você...

21 de fevereiro de 2000
Enviado em 26 de março de 2000.


Longe de você

Quando eu precisei da sua ajuda
Você me negou
Quando eu fui pra longe
Você não me procurou

Quando eu fechei meus olhos
Você me olhou
Quando eu abri a boca
Você se calou

Quando eu te disse a verdade
Você não acreditou
Quando eu menti
Você não se importou

Quando eu fiquei doente
Você melhorou
Quando eu me curei
Você piorou

Quando eu precisei te ver
Você pra longe voou
Quando eu fui te procurar
Você voltou

Quando eu disse alo
Você desligou
Quando eu disse adeus
Você me esperou

27 de dezembro de 1999
Enviado em 26 de março de 2000.


A Sala

Aqui nessa sala tudo está escuro
Ninguém enxerga seu próprio orgulho
Todos demonstram seu lado ruim
Mas falam como se estivessem afim

Aqui nessa sala está tudo molhado
As lágrimas que caem de cima do telhado
Descem por canos que ligam meu peito
A todos que um dia me tiveram respeito

Aqui nessa sala o som está alto
Homens gritando, mulheres de salto
O barulho é grande que nem deu pra ouvir
Meus olhos de vidro no chão ao cair

Aqui a porta se abre e se fecha
Todos se ferem com uma só flecha
Nem mesmo o grito poderoso
Poderá tomar conta dessa sala

9 de novembro de 1999
Enviado em 12 de março de 2000


Espera

Como vou esperar
Tanto tempo sem te ver
O seu beijo me faz falta
O seu beijo me faz ter
Uma vontade de estar
Todo tempo com você

Vou ter que esperar
Aqui no meu lugar
Onde posso ver a Lua
Mas apenas de longe
Pelo menos aí bate sol
Aqui apenas a saudade
Da Lua que está longe
Mas perto ao mesmo tempo

Eu vou te esperar
Com lembranças de você
Com lembranças do seu beijo
Com vontade de te ver  

Rio de Janeiro, 22 de julho de 1999
Enviado em 28 de julho de 1999.


Você mesmo (eu mesmo)

Escute isso
Não é preciso saber
Escrever uma frase
Ou então uma palavra
Apenas diga
O que for saindo
Da sua mente
Não se desconcentre
Apenas pense
E escreva
Ou fale

Se depois você não gostar
Não tente se desculpar
Não tenha vergonha de você
Não pense no que vão dizer
Seja você

Esse é o caminho
Para se dar bem
E aprender com si mesmo
Um pouco sobre tudo
E muito sobre nada

Quando escrevo
Não penso
Só faço
Não ouço
Só falo
Não imito
Sou apenas
Eu mesmo

Rio de Janeiro, 21 de julho de 1999
Enviado em 28 de julho de 1999.


Amigos

É bom saber
que alguém neste momento
está pensando em mim
e que sabe que eu
estarei sempre
com esse alguém
na minha mente

É importante
Comunicar  as pessoas
Que você gosta delas
E que isso que está
Entre vocês
É o que vai fazer
A sua vida feliz

É esse sentimento
Que alimenta a vida
É isso que aparece
E surge com o tempo
Amizade é o nome
Amizade é que se chama
Se você tem amigos
Diga a eles que eles são
A razão da sua felicidade
O consolo da sua tristeza
E o fim da solidão

Amigos servem para estender a mão
Amigos são como irmãos
Amigos não têm comparação
Amigos conosco estão

Rio de Janeiro, 17 de julho de 1999
Enviado em 28 de julho de 1999.
 


Angústia por alguém

Me sinto angustiado
Com vontade de te ver
Mas já passou tanto tempo
Que nem sei o que dizer

Tá sendo difícil
Ter que me afastar
De algo que lutei
Alguém pra conquistar

Me explica o que houve
Porque você se foi?
Inventa outra desculpa
Porque essa não colou

Você há pouco tempo
Estava me abraçando
E agora não me olha
Chega e fica no seu canto

Por favor alguém me ajude
Me explica o que ocorreu
Com a lua que era minha
E depois desapareceu  

Rio de Janeiro, 14 de julho de 1999
Enviado em 28 de julho de 1999.


Interior infinito

Quando paro pra pensar
Não vejo o meu corpo
Só sinto minha alma
Sentindo um sufoco

Querendo sair
Mas não conseguindo
Pois a mente impede
O que não está perdido

Mas como consigo
Sair desse corpo
Meu nome é alma
E não um esboço

Que vive na sobra
Das perdas deixadas
Pelo corpo maldito
Que a faz de escrava

Então vou a luta
A busca da chave
Que o corpo esconde
Da vida e da morte

Rio de Janeiro, 14 de junho de 1999
Enviado em 28 de julho de 1999.


Engano

Apesar do passado
Não repetirei o erro
Nem mesmo me enganarei
Quando dizer
Que te amo
Sem saber
Se é verdadeiro
Esse amor

Não repetirei o erro
Eu sei
E você sabe
Que se um dia eu dizer
Que te amo
Será sério
Pois não estarei mentindo
Talvez  gostando
Quem sabe realmente
Amando

Bye bye
Tudo já passou
Foi só um poema
E não amor

Rio de Janeiro, 05 de julho de 1999
Enviado em 28 de julho de 1999.


O que quer que seja

Se um dia você sentir frio
Não procure um cobertor
Apenas feche os olhos
Sem se importar com a dor

Se um dia você sentir calor
Não procure se esfriar
Apenas feche os olhos
E procure alguém pra amar

Apenas feche os olhos
Para todos os problemas
Que surgirem em sua frente
Não importa quem
Não importa quando
Mas vá em bando
Sempre com alguém

Está meio confuso
O que quero te dizer
Interprete do seu jeito
Mais te peço pra me ver

Não penso quando escrevo
Só sinto quando penso
A caneta é quem me guia
Aqui nada me esfria
Aqui nada me esquenta

Rio de Janeiro, 13 de julho de 1999
Enviado em 28 de julho de 1999.


Sem tempo para voltar

O tempo passou
Mas não percebi
Que quanto parti
Você me olhou

Foi quando não quis
Saber de você
E nem entender
O que foi que eu fiz

Agora é tarde
Não dá pra voltar
Não dá pra mudar
Não dá pra parar

Então vou ficando
Aqui nesse verso
Escondendo o que sinto
"o amor é inverso"

Rio de Janeiro, 14 de junho de 1999
Enviado em 28 de julho de 1999.


Meu erro – somente meu

Não estou em tempo
Para me despedir
Nem para dar tchau
Quero viver mais
Se possível pra sempre
Mas não é possível
Viver mais que isto
Então fique assim
Essa ? no fim

Não tenha medo
Se um dia você
Descobrir que sou eu
Quem está por perto
Te olhando de longe
Mas sem me aproximar
Só a ouvir a sua voz
E a ver seu olhar

Eu juro que quis
Ficar com você
Mais não fui forte
Nem mesmo tentei
Deixei me levar
A isso agora
Não posso voltar
Não me esquece
Nem se entregue
A esse fim
Como o meu

Não consigo chorar
Por algo que errei
Quis muito tentar
Entender o erro
Que um dia me levou
Pra longe do amor
E da solidão
Aqui tá frio
Sem você mais ainda
Não tente me achar
Você tem muito a fazer
E muito a perder
E muito a lembrar

Rio de Janeiro, 28 de junho de 1999
Enviado em 28 de julho de 1999.


Em tempos de felicidade

Em tempos de felicidade
Nem sempre aparece amor
Às vezes surge um sorriso
Escondido dentro da dor

Uma dor muito estranha
Que não tem explicação
Pois se perde na memória
E se encontra no coração

O coração é uma pena
Que voa com o vento
Criando sentimentos
Com o passar do tempo

Nesse tempo que passou
Batalhei por amizade
Que tiveram um sentido
Em tempos de felicidade

Rio de Janeiro, 14 de junho de 1999
Enviado em 27 de julho de 1999.


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