Robson Alex Fiorin

Escritor e jornalista, 23 anos. "Atualmente estou terminando meu primeiro livro, Mémorias do Poeta com Amnésia, que espero lançar até o final deste ano". (01/08/01)

Email: ffiorin@montealto.net


Nós, os idiotas

Sempre estamos prontos?
Achamos que sim!
Sempre sabemos tudo?
Achamos que sim!
Sempre achamos que sim...
Achamos que sim,
sim!
Para a morte estamos prontos!
Para vida estamos mortos...
O destino nos norteia?
Presos na vida?
Pela teia da morte...
Pela morte!
Pela aranha da vida...
Que tece a teia da sorte...
Que mexe como a nossa ferida...
Marcada pela beleza da sorte...
Sem medo da mais eterna agonia...
Sem medo da mais extrema alegria...
Marcada pela tristeza dos rogados,
Que rogam pela excesso de fome,
A fome que não mata a gente,
A fome que mata os outros,
Os pobre famintos de sede,
Que sem a vida a sorte,
Que sorte que tem este povo?
Que clama a ferida aberta!!!
Que puderam escolher,
Que podem escolher,
Sem pecados e sem escolhas?
Sem o direito de escolher algo!!!
Sem o direito de serem gente!!!
São tratados com animais,
Como subgente!!!
Como o nada do nada!!!
Desprezados pôr não incomodarem,
O donos das vidas dos mesmos,
Surrados...
Jogados...
Pobres!!!
Mulheres!!!
Negros!!!
Brancos!!!
Amarelos!!!
Vermelho!!!
Pessoas?
Um dia na vida da gente,
Uma vida sem nada se sente.
Um nada um vazio,
Nós todos?
Todos nós?
Sem mexer um lápis!!!
Lápis não resolve o problema,
Não sabemos escrever,
Sem mexer um livro,
Livros não resolvem o problema!!!
Não sabemos ler!!!
Sem mexer sequer no teatro?
O teatro não resolve o problema!!!
Não somos atores, não representamos a realidade, apenas, a sincera realidade..
Como se falassem assim...
Como se soubessem.
Quem pensa que é...
Nada são...
Sequer sabem falar e falam para que não ouçamos
Desprezamos...
Pessoas como nós.
Nós na garganta?
Pessoas sem escolhas!
Que mataram as esperanças,
Mataram? Quem mataram?
Matamos pôr eles!!!
Grato pela sua...
Falsidade.

Enviado em 1º de agosto de 2001.


Razão Poética

Filosofia poética
Longe das coisas belas
Da beleza que outrora fora minha
Distante da natureza humana
Humana, porém trágica
Poesia alada
Poetas alados atados
O vôo poético restrito
Submisso ao sopro divino
Poesia não é divindade
Poesia é a razão emocional
Nada de inspiração intelectual
Nada de desprendimento sensível
A razão da poesia está no poeta
Está na forma de desprendimento do material
A busca pelo belo, justo, bom...
A busca racional
O pensar como fonte geradora de idéias
Do mundo das idéias
O poeta busca, capta, codifica, materializa...a idéia
O sopro nada mais é que razão
Exercício do pensar
Materializar o pensamento
O objeto pensado
Ângulos nunca dantes desbravados
A poesia é a alma da razão
Ou não.

Enviado em 1º de agosto de 2001.


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