| TAM
trata passageiros como gado no vôo KK513 Brasília-Belo Horizonte |
Soa como ironia a carta recente do
Comandante Rolim, pedindo apoio dos passageiros para isenção de impostos à sua
companhia. Que tal uma carta dos passageiros, pedindo menos hipocrisia da TAM e menos
impostos para eles, passageiros, que sustentam a (in)eficiência das companhias aéreas? Quando tudo está bem, os funcionários da TAM são todos sorrisos. Porém,
quando existe uma falha da TAM, esbanjam ineficiência, incompetência, e escancaram a
burocracia jurássica que existe nessa empresa.
Fiz o check-in por volta da 16:40 do dia 07/04/2000, sexta-feira, no
Aeroporto de Brasília, escolhendo a poltrona 16-A. Ao entrar na aeronave, fui
surpreendido com o aviso da aeromoça, dizendo que os assentos estavam liberados.
No melhor estilo "ônibus lotado", fui impedido de
seguir viagem, quando já estava dentro da aeronave, com cartão de embarque numerado para
a poltrona 16-A. Mas não fui só eu: ao todo, 5 passageiros viveram a mesma situação de
desrespeito: José Costa, Matheus Leitão, Luis Antonio de Morais, Helvécio Saturnino e
Geisa Santos. Que tal mudar o nome do avião de "Fokker 100" para "Fucker
5"?...
Registrei minha reclamação junto ao DAC Departamento
de Aviação Civil do Ministério da Aeronáutica, no próprio Aeroporto de Brasília,
assim que verifiquei o pouco caso demonstrado pela TAM, na pessoa do despachante SOUZA.
Além de demostrar desrespeito com a situação dos
passageiros, a TAM não soube, naquele momento, garantir que embarcaríamos em outro vôo,
mas prometeu que:
- Seríamos recebidos no Aeroporto de Confins por funcionários
da TAM ;
- Seríamos conduzidos prontamente por táxi até a Pampulha
para apanharmos as bagagens;
- Seguiríamos de táxi até nossas residências.
ISSO NÃO OCORREU PRONTAMENTE, MAS SOMENTE
APÓS INTERMINÁVEIS HORAS DE ESPERA, EM AMBOS OS AEROPORTOS:
- Seguimos em avião da VASP, no vôo 291, que partiu de
Brasília para Confins às 20:10 (ironia do destino: no início da semana, troquei minha
reserva desse vôo para o 513 da TAM);
- Em Confins, ninguém sabia de nada. Aguardamos cerca de 1 hora
no guichê da TAM;
- Somente depois de muito insistirmos, milagrosamente chegou fax
de Brasília comunicando o overbook e instruindo o pagamento de "crédito
compensatório";
- Não sabiam se seria possível pagar-nos o táxi até a
Pampulha para recebermos as bagagens. Tampouco garantiram que seguiríamos viagem até as
respectivas residências;
- Tiveram que telefonar para um tal supervisor Júnior para
confirmar o táxi até a Pampulha, a fim de apanharmos as bagagens;
Além do pouco caso dos funcionários e da falta de
competência decisória, a comunicação interna dentro da TAM é um verdadeiro caos: o
fax interno, comunicando a ocorrência de overbook, somente chegou ao guichê da TAM
Pampulha exatamente às 22:45, conforme cópia em meu poder.
Em resumo: o vôo estava marcado para partir às 18:30 e
cheguei a minha casa às 23:30, trajeto esse que, normalmente, levaria menos de 2 horas...
Pergunto ao leitor: serão suficientes R$ 126,00 em créditos
de viagem que a TAM paga nessas situações? Não pretendo mais viajar pela TAM e estou
recomendando à BBTUR, empresa do conglomerado Banco do Brasil, que evite comprar bilhetes
da TAM.
Assim, espero contribuir para eliminar o overbook na TAM... |