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O AUTOR |
TENHO
A SÍNDROME DO PÂNICO,
MAS ELA NÃO ME TEM!
TRANSTORNO DO PÂNICO -TP
É A NOVA
DENOMINAÇÃO DA SÍNDROME DO PÂNICO
OU DISTÚRBIO DO PÂNICO POR DETERMINAÇÃO
DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE
BRASIL - INICIADO EM 20/09/99
- ATUALIZADO EM 25/05/2009
O material
deste site está protegido pelo direito do autor. Registro no Ministério da
Cultura - Fundação Biblioteca Nacional - Nº 198.827 Livro 342/486 Copyright 2005 - Todos os
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Fernando Mineiro -
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Fernando Mineiro
Tenho 63 anos e dois filhos. Sou casado há 40 anos com a Rúbia,
minha eterna namorada. Sou fundador e Presidente do GruPan - Grupo de Apoio aos Portadores do Transtorno
do Pânico de Belo Horizonte – MG, 9 anos em atividade.
Quando o tempo me permite, dedico-me à astronomia como astrônomo
amador. Sou ex-industrial na área de saúde por 20 anos e, atualmente,
Empreendedor na área de qualidade de vida. Sou autor do livro que leva o mesmo
título dessa página, porém mais abrangente e com textos inéditos, já na sua 3ª
edição.
Fui portador do TP por 44 anos, 35 sem diagnóstico, 1 de tratamento
e 8 na fase de controle, sem crises e
sem medicamentos e sem fobias, porém, com sintomas isolados.
Consegui controlá-los com exercícios de relaxamento autógeno, de respiração
diafragmática e de exposição que sempre faço. Esses exercícios constam em meu
livro.
Na fase angustiante de minhas crises escrevi o acróstico abaixo:
PENSEI CORRER, FUGIR E GRITAR.
ÂNSIA
POR ALGUÉM A ME ABRIGAR.
NINGUÉM ESTOU
SÓ, MAS VOU RESISTIR!
IMERSO
CANSADO, EXAUSTO MEU CORPO IMPLORA...
OH!
CRISE FÓBICA ME DEIXE AGORA!
Dedico esta Home
Page à minha esposa Rúbia,
pois sem o seu
apoio incondicional, nada disso seria possível.
PERIGO REAL
Um indivíduo passeia tranqüilamente por uma praia gozando suas
merecidas férias. De repente, surge uma situação de perigo real. Um cão feroz
solto à sua frente! Só há duas
opções, correr ou enfrentar o perigo.
Um gatilho aciona o
mecanismo de alerta e de defesa do cérebro e em poucos segundos seu organismo
se transforma. Substâncias químicas são liberadas, os neurotransmissores,
dentre eles, a Serotonina e Noradrenalina.
Suas pupilas se dilatam, o
coração dispara para oxigenar mais seus músculos, sua respiração fica ofegante. Se
ferido, não sentirá dor, pouco sangrará, pois como defesa seu organismo
migrará parte do sangue da superfície para o interior dos grandes músculos, por
isso ficará pálido. Sua força aumentará,
ou para lutar ou correr. Seu raciocínio é rápido e lógico. Está física e
psicologicamente atento para o que está acontecendo. São mente e corpo
sintonizados em um só propósito:
sobrevivência. Passado o perigo, tudo voltará ao normal. Este é o mecanismo
de alerta e de defesa do cérebro para um perigo real.
PERIGO IRREAL
Ao contrário do narrado acima, a
sensação de perigo real não existe. O indivíduo pode estar em uma praia
totalmente relaxado e tranqüilo, cercado de amigos e em segurança, em um cinema, jogando
futebol, namorando, se alimentando, dormindo ou
brincando com seus filhos, na mais perfeita harmonia e tranqüilidade, que mesmo assim, o gatilho
do mecanismo de alerta e defesa do
cérebro, que prepara o indivíduo para a fuga ou luta, é indevidamente acionado,
só que agora sem nenhum motivo aparente. Também substâncias químicas, os
neurotransmissores, serão liberadas e em
quantidades não controladas, só que agora seu corpo não está mais sintonizado
com sua mente, ambos estão confusos. A mente não reconhece a situação de perigo
e o corpo desse indivíduo se descontrola por completo pela ação dos sintomas e
como conseqüência disso, as glândulas supra-renais liberam a adrenalina e o
indivíduo desnorteado entra em pânico e o pânico induz a liberação de mais
adrenalina. Ele acha que está morrendo e que está ficando louco. Se estiver
sozinho, o mundo virá abaixo. Se estiver acompanhado, se agarrará a esta pessoa como se fosse sua tábua de
salvação e não se preocupará com o seu comportamento. A saída para o pronto
socorro é rápida e aterrorizante. O indivíduo leva vários minutos para
chegar ao médico, o que parece uma
eternidade. Quando chega, a crise já
está no fim. O médico examina e não encontra nada e dá o diagnóstico: não é nada, é só estresse... Você fica
desapontado, confuso e sem saber o que dizer ou fazer.
Esse episódio acontecerá por diversas vezes e a pessoa não se acostumará com ele. Acreditará que está ficando louco, que
tudo aquilo é fruto de sua mente. É comum ficar desacreditado por seus
familiares e amigos pelas constantes crises, devido aos médicos nada
encontrarem em suas constantes peregrinações aos hospitais. Há casos de
separações conjugais devido à falta total de conhecimento sobre o TP pelo
casal. É o caos total. Mas não se
desespere, não há registros de óbitos relacionados com o TP. Até o momento não
há cura, mas o portador poderá levar até uma vida normal, basta querer e
seguir as orientações e
recomendações de seu Psiquiatra.
Freud relatou o TP em sua obra
- A Neurastenia e a Neurose de Angústia - por volta de 1895. Donald
Klein, psiquiatra americano da década de 70, descobriu que certos tipos de
ansiedade respondiam bem a
antidepressivos e deu o nome de Panic Disorder. Conhecida até a década de 80 como neurastenia cardiocirculatória ou drama do coração irritável e, após, como Síndrome do Pânico.
Classificada no início dos anos 90 pela Associação de Psiquiatria Americana
(APA). Em 1993 foi reconhecida pela Organização Mundial de
Saúde. Recentemente, a OMS deu-lhe nova
denominação, a de TRANSTORNO DO PÂNICO.
O mecanismo do TP ainda não foi totalmente esclarecido. Acredita-se que
devido a uma falha no "lócus cerúleos", um centro localizado
no tronco cerebral, na região do sistema nervoso, onde se localizam os controles da respiração
e da freqüência cardíaca, o mecanismo de defesa e alerta do cérebro, que
prepara o indivíduo para a fuga ou luta é acionado por um alarme falso. Isso
ocasionaria uma emissão de neurotransmissores, dentre eles: Noradrenalina,
Serotonina, Dopamina, Endorfina
etc. Não havendo uma situação de real perigo, deixa de haver uma sintonia entre
corpo e mente, desencadeando vários sintomas que levam a pessoa ao pânico, pelo
acréscimo de adrenalina lançado à circulação pelas glândulas supra-renais.
Outra corrente acredita que possa haver uma doença entre os neurônios. Os
neurotransmissores saem do neurônio emissor, atravessam a fenda sináptica e são recebidos pelo neurônio receptor, podendo haver recaptação pelo neurônio de
origem. O neurônio doente não exerceria
a sua função corretamente, provocando uma reação descontrolada em todo o
organismo, originando-se as crises. Há
estudos recentes para determinar o neurônio
doente.
Uma pessoa poderá entrar em
Pânico motivado por uma situação de perigo real, ou de tensão emocional, sem
que isso represente uma crise de TP. Porém, o estresse provocado por essa
crise, poderá funcionar como um gatilho
de uma próxima crise dentro nos portadores do TP. Aconselha-se um bom exercício
de relaxamento após uma situação de real perigo ou de tensão emocional.
VOCÊ PODE TER O TP, MAS SE VOCÊ QUISER, O
TP NÃO TERÁ VOCÊ.
CLÁSSICOS
Calafrios.
Confusão mental.
Despersonalização.
Desconforto abdominal. Distorção da realidade.
Dor ou desconforto no peito. Falta de ar.
Fechamento da garganta. Formigamento.
Medo de morrer.
Medo de enlouquecer ou de cometer ato
descontrolado.
Náuseas.
Ondas de calor. Palidez.
Palpitações ou taquicardia.
Sudorese. Vertigem ou sensação de
desmaio.
Geralmente as suspeitas do TP começam nos prontos-socorros ou
clínicas cardiológicas e na maioria das vezes, o paciente volta para casa com o diagnóstico de
que não é nada, é só estresse. Hoje, isso está mudando com a grande veiculação na
mídia sobre o TP e sua discussão nos Congressos Médicos. Profissionais de
outras áreas médicas, tão logo suspeitam da possibilidade do enquadramento de
um possível portador ao TP, os encaminham à Psiquiatria.
Devido aos sintomas serem comuns a algumas doenças, tais como asma,
diabetes, hipoglicemia, tumores das glândulas supra-renais,
cardiopatias, hipertireoidismo,
hipotireoidismo, tensão pré-menstrual (TPM), labirintite, prolapso
da válvula Mitral, Síndrome social e outras, o diagnóstico tem que ser muito
criterioso e feito por um profissional de sua confiança.
Se você suspeita
que poderá ser um portador do TP,
procure um psiquiatra, ele solicitará
exames clínicos para descartar outras
causas. Em seguida, após avaliação, ele eliminará também as causas psíquicas e
dará o diagnóstico e o tratamento. Uma única crise não caracteriza o TP.
Somente a freqüência e o número de
sintomas poderão ser avaliados como um possível diagnóstico de TP. Crises
isoladas podem ser provocadas por alcoolismo, drogas e estresse.
Preferencialmente, o tratamento do Transtorno do Pânico deverá ser
feito por um Psiquiatra, pois esse
profissional primeiro teve a sua formação acadêmica em medicina, para depois se
especializar em Psiquiatria e, portanto, está capacitado a receitar
medicamentos e aplicar a Psicoterapia.
Já o Psicólogo não poderá receitar medicamentos, mas poderá promover a
Psicoterapia.
O tratamento aplicado varia de indivíduo para indivíduo, mas em
geral é a combinação de antidepressivos, ansiolíticos
e terapias, incluindo os exercícios de exposição e de relaxamento. É
recomendável também a aplicação da
Programação Neurolingüística PNL, como forma de
terapia sustentável.
O Transtorno do Pânico tem sido responsabilizado pelo
desmoronamento de vários lares e o responsável por isso acontecer não é o
portador do TP. A sustentação da família de um portador depende de seus
familiares. É imprescindível o apoio
familiar. O portador do TP precisa
sentir que não está sozinho e que seus familiares acreditam nele. Os familiares precisam adquirir conhecimentos
sobre o TP, para entenderem que a limitação de quem está na fase inicial é total e que
o sofrimento que acomete um portador
na hora da crise, não tem comparação em escala e em qualquer tipo de
doença. É o pavor da morte iminente, que embora não esteja acontecendo e nem
vai acontecer, para ele não é fantasia,
é uma horrível e triste realidade.
Adquirindo o livro do autor dessa página, você levará esse
conhecimento aos seus familiares e amigos e, através dele, será mais fácil lhe
darem apoio e você saberá o que fazer nos momentos de suas crises.
SÓ QUEM PASSA POR UM SOFRIMENTO DE UMA CRISE
DE PÂNICO,
PODE AVALIAR O NÍVEL DE DESESPERO QUE ACOMETE O PORTADOR
NAQUELE MOMENTO.
NÃO SE AUTOMEDIQUE. SOMENTE SEU MÉDICO TEM
CONDIÇÕES DE RECEITAR O MEDICAMENTO QUE MELHOR SE ADAPTE AO SEU ORGANISMO.
Até o momento, ainda não existe um medicamento específico para o
tratamento do TP. Os medicamentos aqui apresentados têm como finalidade,
relatar o que está sendo mais receitado
para o controle do TP, como também as suas classificações e os respectivos
laboratórios. Opções: - os de referência, as variações genéricas e os
similares. O genérico tem a mesma substância utilizada no medicamento de
referência, a mesma dosagem e modo de uso, porém tem uma considerável redução
de preço, mantendo a mesma qualidade. Atualmente todo medicamento genérico só
poderá ser comercializado após aprovação do Ministério da Saúde e deverá
constar a frase:
-"Medicamento genérico de acordo com a lei nº 9.787/99"
Nota: Os medicamentos genéricos serão
representados, na relação abaixo,
com a letra “G” após o nome comercial.
É COMUM QUE UMA PESSOA PORTADORA DO TP INDIQUE PARA VOCÊ O MEDICAMENTO QUE ELA ESTÁ
USANDO, POIS ELA SE ADAPTOU BEM A ELE, MAS ISSO NÃO QUER DIZER QUE SERÁ BOM
PARA VOCÊ TAMBÉM.
ANTIDEPRESSIVOS
TETRACÍCLICOS
|
SUBSTÂNCIA ATIVA |
LABORATÓRIO |
NOME COMERCIAL |
|
MAPROTILINA |
NOVARTIS |
LUDIOMIL |
ANTIDEPRESSIVOS
TRICÍCLICOS
|
SUBSTÂNCIA ATIVA |
LABORATÓRIO |
NOME COMERCIAL |
|
AMITRIPTILINA |
CRISTÁLIA |
AMYTRIL |
|
AMITRIPTILINA |
BASF GeneRiX |
AMITRIPTILINA |
|
AMITRIPTILINA |
FUNED |
AMITRIPTILINA |
|
AMITRIPTILINA |
NEO QUÍMICA |
AMITRIPTILINA |
|
AMITRIPTILINA CLORDIAZEPÓXIDO |
ICN |
LIMBITROL (ASSOCIAÇÃO) |
|
AMITRIPTILINA |
PRODOME |
TRYPTANOL |
|
CLOMIPRAMINA |
NOVARTIS |
ANAFRANIL |
|
CLOMIPRAMINA |
NOVARTIS |
ANAFRANIL SR |
|
IMIPRAMINA |
CRISTÁLIA |
IMIPRA |
|
IMIPRAMINA |
NOVARTIS |
TOFRANIL |
|
IMIPRAMINA |
NOVARTIS |
TOFRANIL POMOATO |
|
NORTRIPTILINA |
NOVARTIS |
PAMELOR |
|
TIANEPTINA |
SERVIER |
STABLON |
ANTIDEPRESSIVOS
INIBIDORES
DA MONOAMINAOXIDASE
|
SUBSTÂNCIA ATIVA |
LABORATÓRIO |
NOME COMERCIAL |
|
TRANILCIPROMINA |
SMITHKLINE |
PARNATE 1ª GERAÇÃO |
|
TRANILCIPROMINA TRIFLUOPERAZINA |
SMITHKLINE |
STELAPAR 1ª GERAÇÃO (ASSOCIAÇÃO) |
|
MOCLOBEMIDA |
ROCHE |
AURORIX 2ª GERAÇÃO |
|
MOCLOBEMIDA |
SANVAL |
MOCLOXIN 2ªGERAÇÃO |
ANTIDEPRESSIVOS
INIBIDORES
SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DA SEROTONINA
|
SUBSTÂNCIA ATIVA |
LABORATÓRIO |
NOME COMERCIAL |
|
CITALOPRAM |
SCHERING
PLOUGH |
CIPRAMIL |
|
CITALOPRAM |
LIBBS |
PROCIMAX |
|
FLUOXETINA |
BIOSINTÉTICA |
CLORID. FLUOXETINA G |
|
FLUOXETINA |
EMS |
CLORID. FLUOXETINA G |
|
FLUOXETINA |
HEXAL |
CLORID.
FLUOXETINA G |
|
FLUOXETINA |
SIGMA PHARMA |
DAFORIM |
|
FLUOXETINA |
ACHÉ |
DEPRAX |
|
FLUOXETINA |
UNIÃO QUÍMICA |
DEPRESS |
|
FLUOXETINA |
FARMASA |
EUFOR |
|
FLUOXETINA |
IGEFARMA |
FLUOX |
|
FLUOXETINA |
BASF GeneRiX |
FLUOXETINA |
|
FLUOXETINA |
NEO QUÍMICA |
FLUOXETINA |
|
FLUOXETINA |
TEUTO BRASILEIRO |
FLUOXETINA |
|
FLUOXETINA |
EUROFARMA |
FLUXENE |
|
FLUOXETINA |
ATIVUS |
NORTEC |
|
FLUOXETINA |
ELI
LILLY |
PROZAC |
|
FLUOXETINA |
MERCK |
PSIQUIAL |
|
FLUOXETINA |
LIBBS |
VEROTINA |
|
FLUVOXAMINA |
PHARMACIA UPJOHN |
LUVOX |
|
PAROXETINA |
APOTEX |
CLORID. PAROXETINA G |
|
PAROXETINA |
SMITHKLINE |
AROPAX |
|
PAROXETINA |
LIBBS |
CEBRILIN |
|
PAROXETINA |
EUROFARMA |
PONDERA |
|
SERTRALINA |
BIOSINTÉTICA |
CLORID.
SERTRALINA G |
|
SERTRALINA |
EUROFARMA |
CLORID.
SERTRALINA G |
|
SERTRALINA |
RANBAXY |
CLORID.
SERTRALINA G |
|
SERTRALINA |
ATIVUS |
NOVATIV |
|
SERTRALINA |
FARMASA |
SERCERIN |
|
SERTRALINA |
BIOSINTÉTICA |
TOLREST |
|
SERTRALINA |
PFIZER |
ZOLOFT |
|
TRAZODONA |
APSEN |
DONAREN |
ANTIDEPRESSIVOS
INIBIDORES
SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DA SEROTONINA E NORADRENALINA
|
SUBSTÂNCIA ATIVA |
LABORATÓRIO |
NOME COMERCIAL |
|
MIRTAZIPINA |
AKZO
ORGANON |
REMERON |
|
VENLAFAXINA |
WYETH |
EFEXOR |
|
VENLAFAXINA |
WYETH |
EFEXOR
XR |
ANTIDEPRESSIVOS
INIBIDORES
SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DA NORADRENALINA
|
SUBSTÂNCIA ATIVA |
LABORATÓRIO |
NOME COMERCIAL |
|
REBOXETINA |
PHARMACIA UPJOHN |
PROLIFT |
ANTIDEPRESSIVOS
ATÍPICOS
|
SUBSTÂNCIA ATIVA |
LABORATÓRIO |
NOME COMERCIAL |
HYPERICUM PERFORATUM
|
KLINGER |
EMOTIVAL * |
HYPERICUM PERFORATUM
|
EUROFARMA |
HIPEREX
* |
HYPERICUM
PERFORATUM L160S
|
BYK |
FIOTAN
* |
HYPERICUM PERFORATUM
|
HERBARIUM |
HIPERICIN * |
HYPERICUM PERFORATUM
|
HERBARIUM |
HIPERICO * |
HYPERICUM PERFORATUM
|
MARJAN |
IPERISAN * |
HYPERICUM PERFORATUM
|
BIOSINTÉTICA |
JARSIN * |
HYPERICUM PERFORATUM
|
ATIVUS |
TRIATIV * |
NEFAZODONA
|
BRISTOL
MS |
SERZONE |
AMINEPTINA
|
SERVIER |
SURVECTOR |
MIANSERINA
|
AKZO ORGANON |
TOLVON |
* Antidepressivos fitoterápicos
com interação nas classes de IMAOs, ISRS e ISRSN
OCORRÊNCIAS
RELATADAS NO USO DE ANTIDEPRESSIVOS.
Visão embaçada, vertigem, taquicardia, sudorese, bocejos, boca seca, sonolência, insônia,
distúrbios da libido, antiorgástico, prisão de ventre, diarréia, vômitos e
náuseas. Esses sintomas variam de indivíduo para indivíduo, como também da
classe do medicamento receitado. Podem ocorrer isolados ou
NÃO ABANDONE OS MEDICAMENTOS SEM ANTES
CONSULTAR SEU MÉDICO.
ANSIOLÍTICOS
|
SUBSTÂNCIA ATIVA |
LABORATÓRIO |
NOME COMERCIAL |
|
ALPRAZOLAN |
BIOSINTÉTICA |
ALPRAZOLAN
G |
|
ALPRAZOLAN |
SCHERING-PLOUGH |
APRAZ |
|
ALPRAZOLAM |
PHARMACIA UPJOHN |
FRONTAL |
|
ALPRAZOLAM |
MERK-BAGÓ |
TRANQUINAL |
|
BROMAZEPAM |
BASF GeneRiX |
BROMAZEPAM |
|
BROMAZEPAM |
EMS |
BROMAZEPAM G |
|
BROMAZEPAM |
UNIÃO QUÍMICA |
BROMAZEPAN |
|
BROMAZEPAM |
BIOSINTÉTICA |
BROZEPAX |
|
BROMAZEPAM |
HERALD'S |
CALMEX |
|
BROMAZEPAM |
ENILA |
DEPTRAN |
|
BROMAZEPAM |
ROCHE |
LEXOTAN |
|
BROMAZEPAM |
DE
MAYO |
NERVIUM |
|
BROMAZEPAM |
GROSS |
NEURILAN |
|
BROMAZEPAM |
SIGMA PHARMA |
NOVAZEPAM |
|
BROMAZEPAM |
DANSK FLAMA |
RELAXIL |
|
BROMAZEPAM |
ACHÉ |
SOMALIUM |
|
BUSPIRONA |
LIBBS |
ANSITEC |
|
BUSPIRONA |
NOVARTIS |
BUSPANIL |
|
BUSPIRONA |
|
BUSPAR |
|
BUSPIRONA |
QIF |
SEDUSPAR |
|
CLOBAZAM |
HOECHST
MR |
FRISIUM |
|
CLOBAZAM |
HOECHST
MR |
URBANIL |
|
CLONAZEPAM |
ROCHE |
RIVOTRIL |
|
CLORAZEPATO |
SANOFI WINTHROP |
TRANXILENE |
|
CLORDIAZEPOXIDO |
FARMASA |
PSICOSEDIN |
|
CLOXAZOLAM |
SANKIO |
CLOZAR |
|
CLOXAZOLAM |
FARMASA |
ELUM |
|
CLOXAZOLAM |
NOVARTIS |
OLCADIL |
|
DIAZEPAM |
LIBBS |
ANSILIVE |
|
DIAZEPAM |
MEDLEY |
CALMOCITENO |
|
DIAZEPAM |
CRISTÁLIA |
COMPAZ |
|
DIAZEPAM |
DANSK FLAMA |
DIAZEPAM |
|
DIAZEPAM |
FURP |
DIAZEPAM |
|
DIAZEPAM |
UNIÃO QUÍMICA |
DIAZEPAM |
|
DIAZEPAM |
VITAL BRASIL |
DIAZEPAM |
|
DIAZEPAM |
BRASMÉDICA |
DIAZEPAM |
|
DIAZEPAM |
CAZI |
DIAZEPAN |
|
DIAZEPAM |
EUROFARMA |
DIAZEPAM |
|
DIAZEPAM |
FARMÉDICA |
DIAZEPAN |
|
DIAZEPAM |
FUNED |
DIAZEPAM |
|
DIAZEPAM |
SIGMA PHARMA |
DIAZEPAN
N. Q. |
|
DIAZEPAM |
SANOFI
|
DIENPAX |
|
DIAZEPAM |
GROSS |
KIATRIUM |
|
DIAZEPAM |
IQB |
LETANSIL |
|
DIAZEPAM |
FARMASA |
NOAN |
|
DIAZEPAM |
FARIA |
PAZOLINI |
|
DIAZEPAM |
CAZI |
SOMAPLUS |
|
DIAZEPAM |
ROCHE |
VALIUM |
|
DIAZEPAM |
SINTOFARMA |
VALIX |
|
LORAZEPAM |
BRASMÉDICA |
CALMOGENOL |
|
LORAZEPAM |
WYETH |
LORAX |
|
LORAZEPAM |
EUROFARMA |
LORAZEPAM |
|
LORAZEPAM |
EUROFARMA |
LORIUM |
|
LORAZEPAM |
BIOLAB SANUS |
MAX-PAX |
|
LORAZEPAM |
SIGMA PHARMA |
MESMERIN |
MANTENHA
O SEU MÉDICO INFORMADO SOBRE O TEMPO QUE ESTÁ USANDO OS MEDICAMENTOS E OS
SINTOMAS VERIFICADOS.
FONTES
PARA ATUALIZAÇÃO
DICIONÁRIO DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS
ZANINI-OGA
/ A.C. Basile e A.C. Zanini
/ Ipex Editora
DICIONÁRIO DE ESPECIALIDADES
FARMACÊUTICAS DEF 2009
Editora de Publicações Científicas Ltda
SITES
DE TRANSTORNO DE PÂNICO E CORRELATOS
BrasPan
- Grupo de Auto-ajuda aos Portadores da Síndrome do Pânico de Brasília-DF
CVV
- Centro de Valorização da Vida
EMPÓRIO BRASIL -
Site sobre Síndrome do Pânico
JORNAL SAINDO DO ESCURO - Jornal
virtual sobre a Síndrome do Pânico
SEM TRANSTORNO - Blog da Karen – boas
informações
SÍNDROME DO PÂNICO
- Sergio Valle - Moderador da ListPan
SITES
DE GRUPOS DE APOIO
APORTA - Associação dos portadores de Transtornos de Ansiedade - SP
APOIAR - Ansiedade
e Pânico - Organização de Informação e Apoio a Recuperação – Franca - SP
G.A.D - Grupo
de Apoio à Depressivos – Goiânia-GO
GRUPO RIO
- Grupo
de apoio aos Portadores do Transtorno do Pânico e seus familiares
SOS DEPRESSÃO - Grupo
SOS Depressão de Belo Horizonte - MG
SITES
DE PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE
MENTAL HELP - Dr. Rubens Pitliuk – Psiquiatria
– Neuropsiquiatria
UNIVERSO
MENTAL -
Dr. Leandro Silva - Psiquiatra
SITES
DIVERSOS
MARÍLIA ARTE AMIGOS
– Site de variedades
QUALIDADE
DE VIDA COM SAÚDE E BEM-ESTAR
- Suco de Noni
Fruta da Polinésia com Serotonina e mais 153
nutrientes
JÁ
SOMOS 21 – CRIE UM
Veja
abaixo todos os grupos em atividade
Belo Horizonte - MG
Grupo de Apoio aos Portadores de
Transtorno do Pânico
Criado em 12 de setembro de 1999
Veja mais detalhes clicando em “GruPan” no
início da página.
Belo Horizonte - MG
Grupo de Apoio aos Portadores de Depressão
Coordenador: Vanderley
BRASÍLIA
– DF
Grupo de auto-ajuda aos Portadores de
Síndrome do Pânico
Coordenador:
Sidney Clemente da Silva
CAMPO FORMOSO - BA
Grupo de Apoio aos Depressivos e Panicosos
Coordenadora: Iodete
CANOAS - RS
Organização de Estudos de Transtorno do
Pânico
Coordenador: Wilson Walter
CATANDUVA - SP
CatPan
Grupo de auto-ajuda aos portadores de Transtorno do Pânico e Depressão
Coordenador: Vanderson
Giglio
CURITIBA – PR
Grupo de Apoio a Portadores
do Transtorno do Pânico de Curitiba
Coordenadora: Solange
DUQUE DE CAXIAS - RJ
Reuniões: Terças-feiras às
18 h e quartas-feiras às 17 h
Local: Rua David de
Oliveira, 246 Pq Lafaiete - Duque de Caxias-RJ
Próximo à Igreja Sta
Terezinha
Entrada franca
Informações: 8294-6251 na
Associação Costa da Duloren
Coordenadora: Fátima
Cristina
Grupo de Apoio em
Saúde Mental
PICOS - PI
Grupo de Apoio aos Portadores de Síndrome
do Pânico de Picos - PI
Coordenador: Jodson
PORTO
ALEGRE – RS
Associação.
dos amigos, familiares e portadores de Transtornos de Ansiedade
Presidente:
Ivone Feijó Ribeiro
PORTO
ALEGRE – RS
Coordenadora:
Psic. Rosa Maria Duro Magrinelli
RECIFE – PE
Associação dos Amigos dos Pacientes de
Pânico em Recife
Presidente: Socorro Capiberibe
RIO DE JANEIRO - RJ
Grupo de auto-ajuda aos Portadores de
Transtorno do Pânico
Coordenadora: Carla Laneuville
SALVADOR - BA
Grupo de apoio a pessoas com pânico e fobias em
Salvador-Bahia
Coordenadores:
Lucas e Jan
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP
Grupo de Apoio
aos Portadores de Síndrome do Pânico
Coordenador: Douglas Alexandre
SÃO PAULO – SP
Presidente: Claudia
Ballestero Gracindo
SÃO
PAULO - SP
Coordenadora: Vera
SÃO
PAULO - SP
APTA - Apoio
a Portadores de Transtornos de Ansiedade
Coordenadora Cecília
SETE LAGOAS - MG
NTRP - Núcleo de Terapia e Reeducação
Pedagógica
Coordenadora: Kelsylene
UBERLÂNDIA – MG
Grupo de Auto-Ajuda aos Portadores da
Síndrome do Pânico de Uberlândia
Coordenador: André Campos
São listas, que têm por finalidade
promover discussões e trocas de experiências sobre os assuntos nelas
relacionados, tais como: Transtorno do Pânico, Transtorno de Ansiedade Social
(Fobia Social),
Transtorno de Ansiedade Generalizada,
TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo
e Depressão.
Moderadora – Vera Mattos
Lista do grupo FortPan -
exclusiva para o estado do Ceará
Moderadora: Émile
Moderadora : Carla
Moderador: Sergio Valle
Moderadora: Mônica
Salvador - BA
Moderadores:
Lucas e Jan
O GruPan é um grupo de auto-ajuda, formado
por portadores voluntários do TP, com a finalidade de dar apoio e
esclarecimentos aos portadores e seus
familiares, sem interferir na relação médico-paciente.
ATENDIMENTOS
GRATUITO DE AUTO-AJUDA
Aos
sábados, às 16h30.
Com
confirmação de presença pelo fone(31)3487-2669
Deixe
pausadamente o seu nome e seu telefone
Solicitamos
a doação de
COMO
CHEGAR NO GRUPAN
COMO CHEGAR DE ÔNIBUS: # ( 4802 – Pindorama x Boa Vista ) (1804 – Macro Boa vista)
Pegar na R. Tamoios ao lado da Igreja São José. Descer na R. Lassance no Bairro São Geraldo.
A Rua Sucuri é a próxima. # (9550 - São Francisco X Minas Shopping)
Descer na Rua Lassance próximo à Rua Sucuri. #
(9502 - São Geraldo X São Francisco) Descer na Rua Sucuri.
COMO CHEGAR DE CARRO: Via expressa (Av. dos Andradas) sentido zona leste. Na altura do nº 6000,
virar à esquerda no sinal, passar sobre a ponte do Arrudas,
atravessar a passagem de nível (trem) e seguir Av. Itaituba até o nº 300.Virar
a direita e seguir a Rua Sucuri até o nº 720.
Você receberá mensagens de auto-ajuda, de otimismo,
de reflexão, sobre o Transtorno do
Pânico e de interesse geral.
Para portadores e interessados no assunto:
www.grupos.com.br/grupos/grupan
Para
profissionais da área de saúde:
www.grupos.com.br/grupos/grupanpsi
Após o
cadastro, envie uma mensagem para fmineiro@yahoo.com.br constando o motivo de seu cadastramento, seu
nome e o de sua cidade.
Estas listas de mensagens não são “grupos de
discussões”, somente o coordenador envia mensagens. Participantes não trocam
mensagens entre si, mas podem contatar o coordenador.
Palestras online: Transtorno do Pânico, uma luz no fim do túnel
Palestrante: Fernando Mineiro
Dia: Aguarde divulgação
Horário: 19:30 h
Cadastre-se:
Site:
Para sua melhor participação, instale um microfone no seu
computador. Não tendo um microfone, poderá participar com texto. Após a palestra, abrirei para perguntas
através do microfone e em seguida, pelo texto.
Não deixe para a última hora, cadastre-se assim que for determinado
o dia.
Fernando Mineiro
O GruPan, através de seu presidente, Sr. Fernando Mineiro, realiza
palestras em qualquer cidade brasileira, com intuito de criar grupos de apoio
ou divulgar os já existentes, sem nenhum ônus financeiro para os solicitantes.
Os custos de transporte, hospedagem e alimentação do palestrante e um
acompanhante, bem como os materiais de divulgação (cartaz, folhetos e faixas),
são facilmente cobertos através de patrocínios locais, divulgados nos folhetos
e cartazes a serem confeccionados. O GruPan fornecerá modelo do material de
divulgação, bem como a carta a ser enviada à mídia local para divulgação do
evento, sem ônus, através de release.
Será marcado para o dia
posterior à palestra um encontro com as pessoas interessadas na criação do grupo,
tendo como finalidade, criar a comissão organizadora. Caso já exista o grupo,
será incentivado a adesão de novos associados.
O GruPan dará toda assessoria
necessária para a realização da palestra e início das atividades do grupo. Para
que a palestra aconteça, siga as instruções abaixo:
1- DADOS - Informe ao GruPan o nome da cidade, distância de Belo Horizonte, nome
do coordenador do grupo ou da palestra, telefone, fax e e-mail de contato e o
tempo de permanência do palestrante na cidade. De posse desses dados. O GruPan
determinará o valor do custo para realização da palestra.
2- LOCAL DA PALESTRA - Consiga
um local gratuito para a realização da palestra. Geralmente se consegue no
SENAC - Serviço nacional do Comércio, SESI - Serviço Nacional da Indústria, Rotary, Lions, Bco. do Brasil, Caixa Econômica Federal, Câmara Municipal e
Casa de Cultura. O local deverá comportar no mínimo cerca de 250 pessoas. O
tempo da palestra será de 2:00 hs, porém, garanta um
tempo de 2:30 hs. Para garantir a gratuidade,
explique que se trate de um evento filantrópico.
3- DIA DA PALESTRA -
Determine o dia da palestra. Ela deve acontecer no mínimo 30 dias depois de
garantido o local de sua execução e adesões ao patrocínio. Esse tempo é
necessário para que se faça uma boa divulgação. Evite ter outro evento
logo após a palestra, pois muitas vezes ela se prolonga por mais alguns minutos
devido ao interesse despertado.
4- HORÁRIO DA PALESTRA - Determine
o horário de início da palestra. Ela terá início 30 minutos após o horário
marcado, porém não divulgue esse detalhe. Sugerimos às 19:30 hs na quarta-feira.
5- PATROCÍNIO - Após ter
solucionado os itens de
6- MÍDIA - Garantido o
patrocínio envie carta à mídia local para divulgação em release do evento. Essa
divulgação é gratuita. O GruPan fornecerá modelo dessa carta. Anexe um folheto
do GruPan e o cartaz do evento. Marque com as emissoras de rádio e TV locais
uma entrevista na véspera da palestra. Caso haja interesse, o palestrante
poderá dar entrevistas à mídia local antes da realização do evento.
7- MATERIAL DE DIVULGAÇÃO
- Providencie a confecção dos folhetos, cartazes e faixas. O folheto tem o
tamanho de 1/2 papel ofício, serve para ser entregue pessoalmente pelos membros
do grupo e inseridos em jornais locais (gratuito). A foto do livro, que
constará no folheto e no cartaz, será obtido do livro.
O cartaz tem o tamanho de um papel ofício. Deve ser afixado no comércio local.
Caso queiram diminuir o custo, pode-se substituir o folheto por tiras. Uma
folha de ofício dá para 4 tiras com informações sobre o evento. Nas tiras só
constará o nome ou nomes dos patrocinadores. Solicite ao patrocinador a arte
final de sua propaganda. Depois de confeccionado, envie para o Grupan via
correio, um exemplar do folheto e do cartaz.
8 - DIVULGAÇÃO PELO GRUPAN - O GruPan divulgará
em seu site e aos seus cadastrados, o dia da palestra, a cidade, os
patrocinadores envolvidos e o nome do coordenador ou coordenadores do evento.
9- NECESSIDADES DO PALESTRANTE
- O Palestrante necessitará no local da palestra de uma mesa junto ao palco, um
microfone, uma jarra de água com copo e uma mesa na saída do evento.
9 - VENDA DE LIVROS - Ao final da palestra,
serão vendidos os livros de autoria do palestrante Fernando Mineiro, com o
título: "Tenho a Síndrome do Pânico, mas ela não me tem!", ao preço
de R$20,00 a unidade. 20% sobre o valor da venda dos livros efetivados na
palestra serão destinados ao grupo a ser criado, ou ao já existente.
10 – CUSTOS
A) Custo de transporte: até
B) Hospedagem em hotel turístico para
duas pessoas, categoria standard. O número
de diárias dependerá do tempo de permanência do palestrante na cidade.
Idem para as refeições no período. (a combinar)
C) Impressão de 100 cartazes.
D) Impressão de 1000 folhetos ou
tiras.
E) Confecção de uma faixa.
ACERTO DOS CUSTOS – Os custos a
serem pagos pelo GruPan (A e B), devem ser depositados na conta do Bco. Bradesco, Ag. 465-O, conta
nº 329.945-7 (assinale poupança), em nome de Fernando Otávio Mineiro de
Oliveira. Envie por fax ou por e-mail, cópia do recibo de depósito, ou o dia do
deposito e o nº da agência do Bradesco que você utilizou em de sua cidade. Se
em sua cidade não existir Bradesco, entre em contato com o GruPan para novas
instruções.
Fernando Mineiro – fmineiro@yahoo.com.br
Coordenador do GruPan
Grupo de Apoio aos Portadores do Transtorno do
Pânico
Belo Horizonte - MG - Fone/Fax:
(0XX31) 3487-2669
SUGESTÕES DE COMO CRIAR UM GRUPO DE
AUTO-AJUDA
AOS
PORTADORES DO TP
Só quem passou por uma crise do Transtorno do Pânico, pode avaliar o grau de sofrimento que esse distúrbio acarreta ao seu portador. Seria bom, se pelo menos uma vez por mês, o portador pudesse estar entre outros portadores para entender que ele não é único, que existem outros iguais a ele, com os mesmos medos, as mesmas angústias e incertezas, ao invés de se isolar e ouvir que tudo isso é "peti" ou imaginação.
Isso é possível, basta criar em sua
cidade um grupo de auto-ajuda. Mas como fazer isso?
Se você está disposto a doar
uma pequena parte de seu tempo em prol de uma causa justa, a qual contribuirá
também para a superação ou controle de seu distúrbio, siga as instruções
abaixo.
PRIMEIRO ENCONTRO
Entre em contato com portadores
cadastrados no Projeto Integração (PI) de sua cidade e proponha essa idéia.
Comunique-me para que eu possa enviar convites aos não cadastrados no PI de sua
cidade. Se você desconhece esse projeto, solicite-me e lhe enviarei.
Escolha um dia na semana para o
primeiro encontro. Sugiro que seja num sábado, às 15:30 horas,
Nesse encontro serão escolhidos
o nome do grupo, o coordenador, o endereço da "sede virtual" e o
telefone para contatos. A "sede virtual" é necessária para
recebimento de correspondências e contatos. Pode-se
criar outros cargos para divisão das tarefas.
A sede virtual é
provisória. De preferência, deve ser no endereço do coordenador.
Faça uma ata sobre o que for
discutido nesse primeiro encontro e nos outros que se seguirão.
FINALIDADES DO GRUPO
O grupo deve ser de portadores para
portadores. Profissionais das áreas médicas e saúde mental poderão participar
como colaboradores e ou conveniados, mas nunca como coordenadores ou diretores,
para não influenciar a linha de atuação seguida pelo grupo.
A finalidade do grupo será
integrar o portador do Transtorno do Pânico e ou Distúrbios Satélites ao seu
convívio social e profissional, oferecendo-lhe apoio e esclarecimentos sobre
suas dúvidas, como também aos seus familiares, sem interferir na relação
médico-paciente, contribuindo para que o mesmo consiga o controle ou mesmo a
cura definitiva de seu distúrbio, através das seguintes atividades: encontros
mensais, palestras, atendimento voluntário de auto-ajuda, Projeto Adote um Panicoso, convênios e visitas domiciliares.
Entende-se como Distúrbios satélites,
distúrbios que geralmente estão agregados ao Transtorno do Pânico, tais como:
Depressão; Transtorno Obsessivo Compulsivo; Transtorno de Ansiedade Social
(antiga Fobia Social); Transtorno de Ansiedade Generalizada e Fobias
Específicas.
ENCONTROS MENSAIS
Após o primeiro encontro, deve-se
fixar uma data e horário para a realização dos próximos encontros. Para que
esse compromisso seja lembrado mais facilmente, sugiro todo 1º sábado de cada
mês, às 15:30 horas, em um mesmo local. Solicite sempre a doação
PALESTRAS
Podem acontecer periodicamente, ou de acordo com o que for combinado
entre os integrantes. Podem ser em igrejas, templos, associações, sindicatos,
clubes e empresas (quando solicitado), alternando-se para outros bairros, para
que se dê oportunidade de portadores de outras áreas terem acesso mais
facilmente às palestras, principalmente aqueles com agorafobia. Por se tratar
de um evento filantrópico, deve-se solicitar a gratuidade desses locais.
As palestras serão abertas ao
público, porém deve-se solicitar a doação de 1kg de alimento não perecível para
a campanha contra a fome. O grupo determinará, previamente, qual entidade
filantrópica a ser beneficiada com essas doações. Em empresas, não se solicita
a doação de alimentos. Pode-se conseguir patrocínio nas palestras para
arrecadar fundos para o funcionamento do grupo. O patrocínio se dará com
divulgação do patrocinador em faixas de divulgação da palestra ou em folhetos a
serem distribuídos na região. Podem-se fazer também cartazes divulgando a
palestra, com patrocínio, para serem fixados no comércio local. As palestras
podem ser realizadas por profissionais da área da saúde mental, através de
convites, ou mesmo por participantes do grupo que tenham afinidade para isso.
As palestras contribuem muito para a divulgação do grupo. É através delas que
se consegue novos cadastrados.
ATENDIMENTO
VOLUNTÁRIO DE AUTO-AJUDA
Poderá ser feito semanalmente, ou a
critério do grupo, no mesmo local cedido para os encontros. Terá como
finalidade o cadastramento de novos participantes, entrega de carteiras,
encaminhamento para convênios e esclarecimentos de dúvidas.
PROJETO ADOTE UM
PANICOSO
Tem como finalidade dar condições
de atendimento gratuito aos portadores carentes cadastrados, mediante convênio com
profissionais da saúde mental. Deve ser feita uma triagem para saber a real
situação do cadastrado.
CONVÊNIOS
Serão efetivados com profissionais
da saúde mental para redução de preços nas consultas, bem como em outras áreas
para se obter descontos especiais. Os conveniados exigirão a apresentação da
carteira de filiação ao grupo. A compensação para o conveniado será a
divulgação de seu nome entre os participantes do grupo.
VISITAS DOMICILIARES
Atenderão portadores com forte agorafobia,
com impossibilidade de comparecerem aos encontros do grupo.
O grupo funcionará
informalmente até que tenha condições de se organizar para se tornar uma
associação de fato e de direito (ONG). Na época, enviarei informações de como
isso pode ser feito. O registro como associação permite ao grupo receber
doações para o exercício de suas funções. Essa fase, só acontecerá após o grupo
estar bem maduro e coeso de duas funções e obrigações. Pode-se funcionar
informalmente por tempo indeterminado, desde que seus componentes rateiem entre
si as despesas originadas pelo grupo.
Ofereço-me para dar toda a
assessoria necessária para o bom funcionamento dos grupos. Faça uma
relação de suas dúvidas e envie-me.
Coloque como meta a criação de seu
grupo. Não desista nunca, mesmo que você comece sozinho.
Se você está interessado em fazer
parte do grupo de sua cidade, envie-me uma mensagem para que eu possa
redirecioná-la.
PESQUISA GENÉTICA DA UFMG NO GRUPAN
Polimorfismo de genes relacionados a Serotonina
O GruPan participou, através de seus cadastrados, do Projeto
"Transtorno do Pânico e Polimorfismo de Genes relacionados à função serotoninérgica". O projeto foi coordenado pelo
psiquiatra Prof. Dr. Humberto Correa, co-coordenado pelo Psiquiatra Prof. Dr.
Marco Aurélio, tendo como pesquisadora a Psiquiatra e Mestranda, Dra. Patrícia
Figueira Rodrigues, ambos da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais.
A participação do
GruPan nesse estudo se deu no encontro mensal do GruPan do dia 02/08/03, com a
presença dos Psiquiatras acima citados. Foi exibido um filme sobre a
característica desse estudo e as explicações de como será desenvolvido. Houve
total adesão dos presentes.
Este estudo visou encontrar mutações genéticas que ajudariam a explicar
o aparecimento do Transtorno do Pânico, envolvendo o neurotransmissor serotonina,
o que resultaria em novas abordagens no tratamento do TP, uma melhor
compreensão de parâmetros clínicos e biológicos que possam estar associados ao
TP, o que poderá, no futuro, ter métodos mais eficientes na identificação de
pessoas com maior risco de apresentarem o TP.
O estudo teve a
duração aproximada de dois anos e envolveu 100
portadores do TP, em fase ativa, sob controle ou mesmo aqueles que conseguiram
a cura. Na primeira fase foi feita uma entrevista para determinar sintomas que
sugiram um diagnóstico do TP. Na segunda fase, foram feitas novas entrevistas
que visavam dar maior clareza no diagnóstico e sobre algumas características de
personalidade. Na terceira fase, foram coletados 5 ml de sangue para estudos de
genes relacionados à função da serotonina.
O estudo
comprovou a questão genética do TP e a baixa concentração do aminoácido
triptofano, um precursor do neurotransmissor serotonina nos portadores do TP.
<<<<>>>>
O Projeto "Doe seu medicamento sem de uso" está em pleno funcionamento. Temos recebido várias doações. Os medicamentos recebidos são entregues ao posto de saúde próximo ao GruPan. Estocar medicamentos sem uso é risco para portadores depressivos. Doe seu medicamento sem uso!
MANUAL
DO PORTADOR
Classificado pelo Ministério da Cultura -
Biblioteca Nacional como:
AUTO-AJUDA,
DIDÁTICO E PEDAGÓGICO
3ª
EDIÇÃO REVISTA E AMPLIADA
O GruPan - Grupo de Apoio aos Portadores
de Transtorno do Pânico-TP é um grupo de apoio
voluntário e gratuito. Não recebe verbas governamentais, se mantém em atividade
há 9 anos somente com a venda deste livro.
Considero-o como o Manual do
Portador, pois esclarece suas dúvidas, auxilia no controle e superação das
crises e possibilita levar informações aos familiares e pessoas que convivem
com o portador no sentido de eliminar preconceitos e conseguir apoio.
Com a aquisição desse livro você estará
contribuindo para a continuidade desse grupo.
Capítulos do livro
Os de cor bege não constam neste site, são exclusivos do livro.
Ø
Mitologia
Ø Minha experiência com o TP
Ø
O que é o Transtorno do Pânico
Ø
Sintomas Clássicos
Ø
Outros sintomas
Ø
Estatísticas
Ø
Predisposição
Ø
Diagnóstico
Ø
Tem cura?
Ø
Tratamento
Ø
Medicamentos
Ø Quatorze passos do GruPan
Ø Exercícios de respiração Diafragmática
Ø Exercícios de relaxamento autógeno
Ø Exercícios de exposição
Ø
Grupos de Apoio
Ø Depoimentos
Ø Agorafobia
Ø Depressão
Ø
Extras-Sístoles
Ø
Fobias
Ø Fobia Social - Transtorno de Ansiedade
Social
Ø
Programação Neurolingüística
Ø
Terapia Cognitiva Comportamental-TCC
Ø O Segredo da Vida - mensagem para
enfrentar o dia-a-dia sem ansiedade
Ø
Clossário
Apresentação da Dra. Gislene Valadares Miranda. Médica Psiquiatra – Preceptora da residência em Psiquiatra do Hospital das Clínicas da UFMG – Núcleo de Saúde Mental da Mulher..
Prefaciado pelo do Dr. José Ennes Rodrigues
Junior. Psiquiatra, escritor, palestrante, consultor organizacional e
ex-integrante da equipe do Prof. Pierre Weil no
desenvolvimento de Relações Humanas. Vive a experiência de ser Psiquiatra e
portador do TP, porém o tem sob controle.
<<<<>>>>
Você
poderá adquiri-lo das seguintes formas:
Via
correio registrado para todo o Brasil
Se
você for de outro País, através do "Export
Fácil"
VEJA
ABAIXO ESSAS FORMAS DE AQUISIÇÃO
REMESSA
PARA TODO O BRASIL,
VIA CORREIO COM DEPÓSITO BANCÁRIO
Preço
unitário: R$35,00 (sem custo do correio)
Acompanha
a título de brinde:
1 CD com a palestra de Fernando Mineiro
4 livretos editados pelo Laboratório Roche com o título " O Pânico em Pânico - Uma visão
Bem Humorada", ilustrados pelo brilhante cartunista Paulo Caruso.
Participam dessa série, as seguintes personalidades: Carlos Heitor Cony; Juca Kfouri; Roberto DaMatta e Walcyr
Carrasco. Nos livretos contém textos do Psiquiatra Dr. Antônio Egídio
Nardi, Professor Adjunto da Faculdade de Medicina, Instituto
de Psiquiatria - Universidade Federal do Rio de Janeiro; de
membros da diretoria do Grupo de apoio "APORTA" de São
Paulo-SP e do Coordenador do GruPan de Belo Horizonte - MG, Fernando Mineiro.
Deposite a
importância acima nas duas opções abaixo, em nome de Fernando Otávio
Mineiro de Oliveira. Não há taxa e não precisa ser
correntista. Anote em seu recibo o número da agência bancária da
cidade que você utilizou. Esse número é importante para
localização de seu depósito. Informe no depósito
ou transferência o seu nome.
|
BANCO BRADESCO Agência: 465 - 0 Conta Poupança nº: 1010785-7 Atenção:
assinale poupança |
CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL Agência: 1667 Conta Poupança nº: 024220-0 Operação 013 |
Após efetivar o depósito, selecione com o cursor os dados abaixo e
copie e cole na mensagem de seu correio.
Quantidade:
Valor depositado:
Seu nome:
Endereço:
Rua:
Bairro:
Cidade:
Estado:
Cep:
Dia em que você fez o depósito:
Banco escolhido:
Nº da agência que você utilizou para fazer o
depósito:
(Coloque o seu nome como depositante)
Se fez por
transferência, informe o n°:
Instruções ou comentários:
Em seguida, click aqui . Surgirá uma
mensagem de correio.
Cole os dados copiados no corpo da mensagem,
complete os dados e envie.
Você receberá o
livro no endereço indicado em até 4 dias
úteis,
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(Sem
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de baixo custo, criado pelo Correio Brasileiro. Solicite informações de como
adquiri-lo. O pagamento será feito na agência de correio de sua cidade, através
do Western Union, na moeda de seu país, com baixo custo. Informe o nome de seu país e remeterei instruções de como proceder.
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ONDE
ENCONTRAR
(sem cd e livretos)
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CENTRO - Livraria São José – Goitacazes, 71 FLORESTA - Livraria do Psicólogo – Av. Contorno,
1.390 (estacionamento) SANTA EFIGÊNIA - Livraria COOPMED – Faculdade de Medicina da UFMG - Av. Prof. Alfredo Balena,
190 SANTA EFIGÊNIA - Livraria Interminas – Av. Prof. Alfredo Balena,
nº 181 UNIÃO - Via Ápia -
Revistas e Jornais – Sup. Extra do Minas Shopping |
Nota:
Alguns dos depoimentos abaixo, no sentido de preservar a identidade do
autor, tiveram a sua publicação
autorizada sem constar a sua autoria. Os medicamentos citados nos mesmos foram
eliminados para não induzir a automedicação. Se você se identificou com algum
depoimento e quer entrar em contato com o autor, escreva-me citando o número do
depoimento que lhe chamou a atenção.
Você poderá enviar também o seu depoimento. Com a sua autorização,
ele fará parte desta Home Page.
Sua identidade será preservada, mas se você quiser e autorizar, seu nome e seus
dados poderão constar.
Envie o seu depoimento ou solicite contato
com alguns dos autores dos depoimentos abaixo - CLICK AQUI
Nº 1 - Comerciante, 38 anos. Eu voltava de
carro para casa após um dia exaustivo. O trânsito estava engarrafado, de
repente senti um desconforto abdominal seguido de um calafrio por todo o corpo,
meu coração disparou, minha respiração ficou ofegante. Senti que estava tendo
um ataque do coração. Comecei a buzinar e entrei
<<<<>>>>
Nº 2 - Professora 27, anos. Estou presa em
casa, não tenho coragem de passar do portão, já tentei, mas logo começo a suar frio
e meu coração dispara. Tomo medicamentos há 2 anos e também não consigo ficar
sem eles. Abandonei minha profissão de professora. O mundo parece que acabou
para mim.
<<<<>>>>
Nº 3 - Recepcionista, 22 anos. Sou portadora
da Síndrome do Pânico. Tenho sensações horríveis e um medo de morrer fora do
normal. Já tive várias crises, mas nunca cheguei a parar no pronto-socorro,
pois achando que tinha algum problema cardiológico, comecei a navegar em sites
sobre cardiologia, foi então que encontrei um site sobre Síndrome do Pânico e
passei a ler e a colher vários depoimentos e relatórios sobre a doença.
Interessei-me muito, pois eram exatamente todos aqueles sintomas que eu estava
sentindo. Foi aí que veio minha desconfiança e o controle sobre as minhas crises.
Procurei um cardiologista, fiz exames de rotina, pois sou portadora do prolapso de válvula mitral. Ainda não retornei com os
resultados, sinto medo do que possa estar lá. Fui a uma psiquiatra e ela
diagnosticou Síndrome do pânico, pois nenhum medo excessivo sem perigo real é
normal. Passou-me antidepressivos, mais ainda não comecei a tomá-los; falta
coragem. Tenho crises horríveis, mais continuo com a minha vida e consigo
enfrentar meus medos. Talvez no meu caso esteja se gerando uma certa
hipocondria; sempre acho que vou ter alguma coisa; minhas preocupações são
sempre com o coração e com a cabeça. A todo o momento acho que vou ter um
infarto ou um derrame cerebral. Tenho procurado ajuda também na religião.
Tem-me feito bem; só que ainda tenho um forte mal-estar. Às vezes me sinto
triste, deprimida e estressada, as crises me deixam muito cansada. Tenho o medo
do medo.
Li a sua página na internet, achei muito legal e serve como uma
auto-ajuda. Descobri até alguns outros sintomas que estou sentindo e que têm a
ver com a Síndrome. Já percebi que as crises vêm quando alguém me fala se não
sei quem teve um infarto ou quando não sei quem teve um aneurisma, mas também
vem sem motivo algum.
Tenho tido muita força por parte de meus familiares e,
principalmente, do meu marido. Tenho um filho de 7 meses, inclusive a médica
disse-me que no meu caso pode ter sido uma disfunção hormonal que gerou as
crises. Na hora dos hormônios se reverterem ao normal, com o fim da gestação,
houve uma complicação, tanto que ela me pediu uma série de exames hormonais, um
eletroencefalograma e exames de sangue para medir a
quantidade de serotonina em meu organismo. Foi mais ou menos isso que entendi.
E o porquê desse pensamento fixo em meu coração e cabeça e qual o perigo que
isso representa para minha saúde física? Muito Obrigada.
<<<<>>>>
Nº 4 - Empresária, 35 anos. Eu fico feliz
em saber que não estou sozinha nesta batalha. Por mais que as pessoas com as
quais convivemos falem que entendem, eu sei que elas se esforçam. Gostei muito da
sua poesia. Ela é totalmente real. Só quem tem que sabe. Tenho 35 anos. Há 7
sofro da Síndrome do Pânico. Tomo medicamentos há 2 anos. Fiz terapias de todos
os tipos, até descobrir o que tinha. Estou com a mesma psicóloga há 2 anos.
Comigo, o início de tudo foram as crises sozinhas. Mas
achava que era por causa do meu trabalho, ao qual não estava acostumada.
Perguntava às pessoas se elas sentiam isso; todos diziam que não, é obvio.
Descobri que tinha TP depois de sofrer 4 anos, mais ou menos. Até então era
frescura, covardia, fraqueza, falta de serviço. Os meus vizinhos riam de mim.
Meu marido me levava a todos os lugares em que eu achava que me sentiria bem,
às vezes com briga, mas a gente faz qualquer coisa para passar aquele sintoma.
Fiquei 1 ano tomando um tipo de antidepressivo que elimina totalmente o prazer
sexual. Temos de ter paciência.
Hoje tomo antidepressivo. Faz tempo que não tenho crises sem motivo
aparente, mas infelizmente tive varias fobias como: elevador, avião, passar de carro em viadutos
e pontes, vigilância permanente com meus filhos, tirar as crianças da
escola em dia de chuva, praia, cinema, supermercado lotado, trânsito. Mas hoje
estou quase boa. Ficou uma fobia aterrorizante, a chuva, que não quer
desaparecer de jeito nenhum. Por isto, continuo com medicamentos e terapias.
Pode-se dizer que sofro menos, mas minha vida ainda é limitada, porque este
medo não dá para evitar, por exemplo, não andar de elevador. Eu moro em casa
térrea. Posso viver sem elevador. Mas chega o verão, e, às vezes, chove 3 vezes
no mesmo dia. É loucura. É muita dor para mim e minha família, principalmente
meus filhos. Só saem de casa se não for chover. E assim vai. Espero, um dia, te
dizer que isto sumiu. Gostei muito do seu site.
<<<<>>>>
Nº 5 - Farmacêutico, 44 anos. Prezado
Fernando! Estava navegando dia destes e abri sua mensagem sobre Pânico.
Confesso que me identifiquei profundamente com você e seus sintomas. Estou de
recesso do trabalho, escrevendo-lhe este E-mail, mas não consigo relaxar! A
simples aproximação do dia de retornar ao trabalho embrulha o estômago, cobre-me de suor,
reveste-me de um mal estar indescritível. O desejo de morte é eminente! Fique
tranqüilo, jamais atentaria contra minha própria vida. Amo demais minha família
e a simples idéia da separação é repelida com veemência. Como você pode ver,
não tenho medo da morte, de lugares abertos ou fechados, elevadores, violência
das ruas, aglomerações, assaltos, enfim; nada disso me assusta. Tenho pavor das
mudanças, das alterações impostas por um ritmo de vida alucinante, esta
necessidade de produzir mais. Houve mudanças radicais no meu trabalho e o
pessimismo me invade, pois na minha imaginação obsessiva não terei competência
e nem capacidade para dar conta do recado. Quando dou por mim, estou pensando
nestas situações, esgotado, com a testa, principalmente, marejada de suor. Não
consigo desligar! E que sofrimento, meu amigo! No trabalho, então, a coisa é
muito pior. Se alguém precisa falar comigo, já começo a imaginar o pior; que
vou ser advertido ou que uma nova imposição vai ser colocada. Não consigo
esconder minha aflição e nem a testa constantemente molhada. Já pensei várias
vezes em abandonar tudo, mas sei que não posso. Tenho dois filhos maravilhosos
para acabar de criar. Considero-me, muitas vezes, um covarde por ter tanto medo
de viver e enfrentar os percalços que a vida nos prepara. Tenho recebido muita
ajuda de meu terapeuta, apeguei-me à religião. Minha família tem sido de vital
importância, principalmente minha esposa, que é uma santa e tem segurado uma
barra enorme. Sei que é muito difícil conviver com uma pessoa com TP. Tomei
medicamento por algum tempo, mas, em comum acordo com meu psiquiatra, deixei de
usá-lo, em função dos terríveis efeitos colaterais (antidepressivo). Algumas pessoas
têm me ajudado também em meu ambiente de trabalho, enquanto outras parecem ser indiferentes ao meu
sofrimento. Esta, infelizmente, é a vida; e cada um tem uma cruz para carregar.
A minha está muito pesada.
Estou, neste momento, escrevendo-lhe este E-mail com uma enorme
carga de ansiedade, pois se aproxima a hora de voltar ao trabalho, onde reside
a maior fonte de meu conflito. Esta será uma noite de cão. Normalmente não
consigo dormir nessas ocasiões. Acho que já amolei bastante e sinto-me um pouco
mais aliviado por me abrir com uma pessoa com o mesmo tipo de problema. Em
tempo, tenho 44 anos, TP desde os 18 e diagnóstico fechado há 2.
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Nº 6. Jornalista, 32 anos. Pelo menos 10 de Síndrome de Pânico, que foi detectada por mim
mesma, logo no início. Estou sob controle, levo uma vida muito ativa e normal,
mas não ando sem o ansiolítico na bolsa.
Comprei um programa para fazer uma reprogramação mental, mas não
tenho tido tempo. Acho, no entanto, que ele ajuda a equilibrar, pois
proporciona relaxamento.
Quero dizer às pessoas que têm o Transtorno do Pânico, que fiquem
certas de que acabamos encontrando as soluções. Como o amigo Fernando disse, o
apoio da família é fundamental. Meu marido não entende muito, acha que é
frescura, que tenho que me controlar. No começo desse ano, passei maus bocados
quando ele confiscou meus remédios. Acho que a gente tem que se conformar e
tomar a medicação. O que não podemos deixar acontecer é a crise, pois depois de
uma, facilmente virão outras. Estou
há mais de 2 anos sem
crises. Quero mais informações, atualizações, ajudar outros portadores que
ainda não entendam da doença, porque eu acho que já lido bem com isso, apesar
da evidente dependência química. Infelizmente. Tomo o remédio em situações em
que percebo que estou ficando muito ansiosa. Fora isso, trabalho muito, faço um
jornal quinzenal praticamente sozinha, faço documentários em vídeo, lancei um
CD, em parceria com um amigo, recentemente. Tenho uma filha linda e um marido
que me ama. Isso é fundamental. Não quero divulgação do meu nome. As pessoas
ainda têm muito preconceito por ignorância. Acabam achando que você é maluco.
Se eu puder ajudar alguém, ficarei satisfeita.
Se você tiver alguma informação a mais para me passar, por favor, o
faça. Gostaria de trocar informações,
falar mais sobre o assunto e, principalmente, acalmar os amigos que descobriram
agora a Síndrome e não sabem lidar com ela. Um abraço.
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Nº 7 - Empresário, 39 anos. Em 1990, morando em MG, fazendo uma viagem costumeira de carro,
tive minha primeira crise de pânico (hoje sei!). Durante o percurso, tive que
encostar o carro 4 vezes, para ver se passava o mal estar. E ao tentar a 5ª
vez, vi que já não tinha mais condições de conduzir o veículo. Parei, então, um
carro que tinha 4 passageiros e pedi se podiam conduzir meu carro até o meu
destino (faltavam apenas
Chegando à minha cidade, foi aquele batalhão de exames e mais
exames, e nada!
O cardiologista me falou em stress e me medicou. Comecei a me
sentir mal novamente, mas não da forma anterior. Hoje sei que ele estava certo.
O mal que eu sentia era o efeito colateral dos medicamentos. Parei de tomá-los.
Se tivesse sido orientado melhor, e tivesse continuado com os medicamentos,
talvez não me encontrasse onde estou hoje. Aumentei então o medicamento e,
depois, fui para o outro por conta própria.
Eu tinha um restaurante na época. Perdi totalmente o interesse pelo
mesmo. Uma pessoa como eu, aventureira e destemida, precisando agora de
companhia para ir até a próxima esquina, ou para ficar em casa? Meu deus!
Stress? Isto era frescura de psicólogos! Nunca respeitei estes distúrbios.
Sempre achei que um bom amigo substituía um psicólogo.
E assim fui caminhando na minha vida, sempre com uma muleta
(alguém) do meu lado. Até que o assunto pânico entrou em evidência na mídia e
aí comecei a perceber que o que tinha era aquilo mesmo de que falavam.
Descobri, então, uma psiquiatra
Fechei então o restaurante, e fui procurar novamente a médica
Fui, então, morar em Salvador (1994). Depois de certo tempo, não me
conformando com esta situação, voltei a procurar um psiquiatra de lá que diziam
ser o melhor. Fui ao mesmo e ele trocou de medicamento. Mandou-me andar
sozinho, dirigir sozinho, tentar e tentar! Realmente, o novo medicamento me
animou mais, tanto que o uso até hoje (3 anos e pouco). Já dirigia com vontade,
pegava estrada, entrava em lugares cheios, engarrafamentos etc., mas sempre com
uma muleta ao lado. Fui chamado a SP, pois meu pai estava muito mal. Fui com a família
toda. Ele estava mesmo. Graças a Deus,
ao bom médico que tem e à família que se empenhou muito, ele se
levantou! Mas meu pai não se dava bem com minha esposa e por isto achei melhor
ela e meu filho irem para a casa de seus pais, em Minas, e eu ficar mais um
pouco com ele, até seu estado clínico ficar estável (isto durou um ano).
Não gostando de SP, apesar de ser paulista, e estando meu pai num
quadro estável, vim para MG e aluguei uma casa para morar com minha esposa e
filho. Meu ramo de atividade atualmente é de uma pequena gráfica por computador
em casa mesmo! Não poderia ser diferente; fora de casa, para mim, é difícil.
Apesar de gostar e me empenhar em tudo que faço, este ramo está cada vez mais
difícil. Afinal, quase todo mundo tem seu pc e faz
seus próprios cartões de visita, envelopes etc. Vendo a nossa situação
financeira ficar cada vez pior, (para não dizer catastrófica), a vida conjugal
com contínuas brigas por motivos financeiros e olhando para o amanhã em relação
ao meu filho. Ano que vem vai ainda ao pré, mas com certeza, na 1ª série vai
precisar de um bom colégio e cursos suplementares (um garoto inteligente).
Fiquei pensando o quanto esta "doença", por assim dizer, me
atrapalha. Poderia, facilmente, arrumar um emprego e ganhar o suficiente para
manter nós três. Poderia...!!! mas não posso!
Por não agüentar mais esta situação de impotência diante da vida, é
que procuro ajuda. Queria um lugar em que eu pudesse ser tratado deste
"medo de ter medo", e ficar neste local, até ser curado totalmente e
poder sair sem muletas e sem medo. Não posso pagar pelo tratamento, pois não
tenho condições financeiras para tal, mas também não gostaria de recebe-lo sem ser útil em alguma coisa. Gostaria de me
tratar, uma cama e um prato de comida! Em troca daria trabalho, no que sei, e,
o que não sei, aprendo, e o farei com competência. Sei que é difícil o de que
gostaria, mas gostaria muito de sair desta e ficaria eternamente grato a quem
me desse uma oportunidade. Sei que o mundo, hoje, gira em torno do dinheiro,
mas acredito também no bom Deus e seus filhos.
É bem difícil para eu estar aqui, escrevendo esta, mas agradeço de
antemão, qualquer ajuda; seja uma indicação de algum lugar ou pessoa. Não quero
ficar perdido como estou agora, sem poder olhar para o futuro e almejar algo
feito com as próprias mãos. São quase 10 anos com isto. Desculpe-me pelos
possíveis erros de português. Por favor, me ajude!
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Nº 8 - Escriturário, 25 anos. Sempre fui meio hipocondríaco. Num dia
estava voltando de uma viagem, aproximadamente há 4 meses. Nesta viagem,
onde eu e amigos bebíamos e saíamos, noite após noite. Não voltei com meus
amigos, pois quis voltar um dia depois deles. Acabei de carona, com uns
conhecidos de longe. Acho que, inclusive, isso também ajudou a piorar tudo.
Chegando
Uma coisa que eu percebi na Síndrome: se você tenta fugir dela, saindo
do ambiente em que você está, é pior. Às vezes em que fiz isso, minhas
mãos começaram a travar de novo. Voltei para o lugar, não sei nem como tirei
forças, mas voltei, acalmei e a crise passou. Mesmo assim, o único lugar em que
me sinto totalmente seguro é
Se alguém que nunca teve, ler isso, vai achar que eu sou louco, mas
só tendo, para saber como é horrível esse negócio. Se você puder me dar alguns
conselhos e dicas, mande e-mail para mim. A minha dica é não ficar com
medo e tentar enfrentar, de frente, por mais difícil que seja.
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Nº 9 - Programador de computador, 28 anos. Eu sou casado há 6 anos, nenhum filho. Nasci no mês de março, no
dia 17, logo se nota o signo peixes. Nasci, segundo minha amada mãe, às 22:00,
portanto signo Peixe com ascendente Libra. Na verdade, não me amarro muito
nesses lances astrais. Estou só tentando me apresentar por completo, se é que
isso completa alguma coisa.
Sou programador de computador e trabalho em projetos e
desenvolvimento de sistemas específicos de informática. Moro no interior do
Estado de São Paulo.
A minha primeira experiência com "a coisa", chamada
cientificamente de "Distúrbio do
Pânico", ou "Síndrome do Pânico", ou ainda "Transtorno do
Pânico", foi há 10 anos atrás. Na verdade, eu tinha 18 anos e estava
calmamente jogando xadrez com minha irmã. De repente, "a coisa" veio.
Veio bem maneira; não foi aquela crise braba, foi maneira, porém totalmente
anômala a qualquer outra crise que, possivelmente, já houvesse tido.
Depois dessa ocorrência, é lógico, que trilhei o caminho
óbvio: pululando de especialista em
especialista, na ordem: cardiologista,
neurologista, clínicos gerais de quase todo o arquivo de cadastro do CRM. A
resposta (graças a DEUS): você não tem nenhuma doença, nada. A única coisa que
acharam pra mim foi o tal prolapso na válvula mitral
(outra forma de dizer que você tem um coração "perfeito", salvo
alguma imperfeição).
A primeira crise brava mesmo veio há 3 anos. Em meados de novembro
de 1997. Portanto, mais ou menos sete anos depois daquela breve apresentação
da "coisa" em minha vida. Em
meados de 1996, perdi duas cunhadas com câncer. Uma com 37 anos e outra com 27
anos. Acompanhei toda a via-crúcis, e, até hoje, não me acertei com estas
perdas e outras mais. Na verdade, eu não consigo lidar com a idéia da partida,
da ida sem volta. Talvez seja por eu ser muito encanado com as coisas humanas.
Gostaria que fosse como diz a bíblia: - "E você descerá para o túmulo em
avançada idade, como feixe de trigo colhido em tempo certo..." (segundo Jó).
Logo fui ao especialista da "coisa". O psiquiatra! Porém,
antes de ir ao psiquiatra, eu já havia feito uma pesquisa sobre o assunto e já
tinha o meu diagnóstico por mim mesmo:
"Síndrome do pânico". Foi batata. O psiquiatra atestou
minha auto-rotulação e iniciamos o tratamento. Ufa!
Alívio imediato para as crises quase nunca constantes, embora presentes.
Estou há três anos
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Nº 10 - Funcionária Pública, 35 anos. Foi muito bom ter lido seu depoimento. Foi como se tudo que está
escrito aí fosse escrito por mim. Tenho 35 anos, e desde os 15 (que me lembre)
tenho o desconforto de passar por momentos de crise, de TP. Nem preciso
descrever tudo que senti, mas é um alívio saber que deixei de fazer
pouquíssimas coisas por me sentir impotente. Sempre enfrentei
o TP (se correr o bicho pega, se ficar o bicho
come, se encarar o bicho some...). Não, não some. Mas, que diminui, isso é real. Hoje, tomo um
ansiolítico quando sinto que as "coisas" estão começando, e sei que
vai passar rápido. Tenho apoio de profissionais que se tornaram mais meus
amigos. Só não acertei no parceiro, que sempre achou que fosse "piti" e nunca me apoiou. Tenho duas filhas lindas, e,
infelizmente, acho que o TP já se apresenta em uma delas. Mas sei como lidar e
posso ajudá-la muito mais sabendo o que ela sente (ela diz que está pensando
coisa ruim...).
Fiz 2 cursos superiores, Pós-Graduação, e trabalho em um órgão
público estadual. Muitas vezes me revoltei por me sentir como se fosse morrer
e, em questão de minutos, me definirem como maluca, já que tudo havia passado.
Hoje, quase ninguém percebe quando estou indisposta e consigo me controlar com
respiração, ou tento me concentrar em outras coisas, como movimentos repetidos,
tentar lembrar uma música ou poesia. Ou mesmo, brincar com as crianças. Quero
dizer que dá pra conviver com a TP, de igual pra igual. Ninguém deve desistir.
Devemos sempre ser felizes, mesmo com nossas limitações.
Parabéns pelo seu estudo e dedicação, e um beijo à sua esposa que
te entende quando você precisa.
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Nº 11- Estudante, 26 anos. Antes de revelar como o Pânico entrou em minha vida, voltarei
um pouco no tempo para fazer algumas observações.
Na minha infância, fui uma criança tímida e medrosa;
conseqüentemente me tornei um adolescente muito inseguro. Fui muito pressionado
pela minha família em relação ao trabalho e estudos. Minha família me cobrava
muito e, com isso, passei a me cobrar
também. Daí, então, tomei uma decisão: - decidi que superaria todos os
obstáculos para ser "o melhor dentre os melhores", como aluno e
profissional. Infelizmente não cheguei a realizar isso, pois "algo"
me impediu. Vou contar-lhe como isso aconteceu:
Na época, eu estava com 19 anos e cursava o 2º ano científico. Certo dia, na sala de aula, comecei a sentir um enjôo muito
forte. Mas esse sintoma não veio sozinho, senti também um mal estar abdominal.
Aquilo me assustou. Tive medo de passar mal na frente de todos. Juntamente com
os sintomas descritos anteriormente, vieram a sudorese, tremor e uma tonteira.
Quando o sinal tocou para o intervalo, fui para o banheiro imediatamente e
fiquei lá até que o mal estar passasse. Devido ao constrangimento, não deixei
que ninguém percebesse. Lembro-me que, ainda no banheiro, chorava por achar que
era gravíssimo e poderia morrer. Depois do mal-estar passar, voltei ao normal e
nem dei importância. Mais calmo, pensei que fora algo passageiro. Enganei-me, o
mal estar se repetiu em vários lugares. Tinha crises no ônibus, festas, casas
de amigos, etc. Devido à associação que fiz com todos os lugares em que tinha
as crises, praticamente deixei de sair de casa. Fiz exames médicos e nada
acusaram. Após vários diagnósticos equivocados, os médicos consideraram-me
portador do Transtorno do Pânico.
Algumas vezes cheguei a fazer terapia, mas sem grandes resultados.
Tomei antidepressivos
e ansiolíticos. Porém, os efeitos colaterais dos antidepressivos
me fizeram desistir.
Atualmente não estou fazendo nenhum tipo de tratamento, o que só
piorou a minha situação. Hoje passo por uma tristeza muito grande, tenho muita
dificuldade de sair de casa. Tomei conhecimento do trabalho que vem sendo realizado
pelo GruPan, Grupo de Apoio aos
Portadores do Transtorno do Pânico; vou procurá-lo para tirar algumas dúvidas e
obter esclarecimentos.
Não poderia deixar de falar sobre uma grande vontade que
tenho: a de conhecer pessoas próximas a
minha idade que não conseguem sair de casa ou, como eu, saem raramente, para
nos ajudarmos mutuamente. Coloco-me à disposição para troca de experiências com
quem se identificar com esse meu depoimento.
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Nº 12 . Publicitário, 35 anos. Há 10 anos convivo com o
"pânico". Em 1990, com 25 anos, eu trabalhava no jornal da minha
cidade. Trabalhava muitas horas por dia, me alimentava mal, dormia pouco e
tomava muito café preto. Uma noite, eu e um colega fomos fazer uma matéria sobre
os bares da cidade. Em cada um, tomávamos uma cerveja enquanto fazíamos as
perguntas aos proprietários. Quando voltamos a redação
do jornal, estávamos muito cansados e até um pouco bêbados. Deitei em um sofá
para descansar um pouco; foi quando a minha vida começou a mudar para pior. O
coração começou a disparar. Um calafrio me subiu pelo corpo, começou a me
faltar ar, não conseguia me controlar. Levantei apavorado, corri para uma
janela e comecei a gritar para o meu colega:
socorro! Estou morrendo, pelo amor de Deus, estou morrendo! Ele tentava
me acalmar. Só comecei a me acalmar quando lavei os pulsos e a nuca com água
fria. Fui para o Hospital "meio atordoado". Meu Deus! O que era
aquilo? Nunca tinha visto nada igual. O médico me aplicou uma injeção e mandou
eu ir para casa dormir. Por três dias seguidos tive as crises. Alguns meses
depois, acordei com um zumbido no ouvido, e que continua até hoje. Nunca
consegui curar.
Com o passar dos anos, algumas vezes eu ficava ruim, mas não
chegava a dar a crise forte. Fui a um psiquiatra e ele me receitou um
antidepressivo, tomei uns 5 ou 6 e parei, achei que era bobagem, nunca mais
tive a crise e achava que poderia me curar sozinho. Sempre conseguia me
controlar. Agora, ou melhor, nos últimos meses, tomei cerveja todos os dias, e
sempre ia dormir quando o sono pegava (bêbado). Até que no dia 4 de março, fui
a um baile de carnaval na cidade onde moram meus pais, tomei mais cerveja
ainda. No outro dia, acordei mal. Mas nada assim exagerado. Quando vinha
voltando para casa com minha esposa e meu filho, comecei a me sentir mal dentro
do carro, sabia que a crise estava voltando. Procurei agüentar até
Achei que nunca iria me curar mais, o meu trabalho estava perdido,
era o meu fim. Então eu e minha esposa achamos sua página na internet. Li tudo,
e quando chegou nos exercícios, comecei a ler, relaxar, relaxar até que comecei
a chorar, chorar e chorar. Chorei muito. Mas de felicidade em saber que não sou
o único, que posso me curar. Voltei a tomar o antidepressivo. Estou trabalhando
normalmente, às vezes, a crise vem, mas tento esquecê-la. Já consegui dormir (e
bem) duas noites sem remédios. Estou lutando contra ela. Tento trabalhar e
parece que ela não deixa, mas mesmo assim vou em frente, ela nunca me venceu, e
nunca me vencerá. Gostaria de receber algumas dicas suas sobre como combatê-la
(a crise). Um abraço.
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Nº 13 - Administradora de Empresa . 31
anos. Ola! Chorei hoje ao ler sua página na
Internet. É, as pessoas sabem mesmo pouco sobre pânico. Eu também. Achei que só
eu sentia esse desconforto, esta sensação de desespero. De uns três anos pra
cá, venho sentindo alguns dos sintomas descritos; como angustia,
frio intenso, seguidos de ondas de calor, suor nas mãos, taquicardia e
formigamento pelo corpo. Procurei todo
tipo de especialista possível, mas nada encontraram. Eu tenho uma saúde muito
boa, graças a Deus! Mas, os sintomas, eu continuava sentindo e estava muito
confusa sem saber o que fazer, a ponto de chorar compulsivamente algumas
vezes. Outubro passado (1999), fiz uma viagem com uma amiga à Curitiba. Moro
Obrigada pela
ajuda de esclarecimentos. Sua Home Page me ajudou muito hoje!!!!
Ajudem-me o quanto puderem, preciso e aceito ajuda!!!
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Nº 14 - Telefonista, 32 anos. Olá, Fernando
Mineiro! Coisa boa encontrar seu site! Você pode usar meu depoimento se quiser
ou apenas aceitar meus cumprimentos e minha gratidão por sua iniciativa tão
bonita. Eu estava justamente procurando uma lista de discussões ou coisa
parecida para poder dividir e conversar com pessoas que estejam sofrendo de
pânico quando topei com você.
Meu caso é tão "light" que nem
dá gosto. Tive três crises bravas em uma semana, soube já na segunda que era pânico.
Na terceira, uma sexta-feira à noite, sozinha em casa, decidi fazer o que tinha
que fazer. Sábado acordei, peguei a lista telefônica e liguei pro único
psiquiatra -
Mas o que considero relevante aqui, é que o que me 'salvou' de
passar por algo bem pior foi a informação. Saber o que
eu tinha, entender o que estava acontecendo comigo e procurar a ajuda adequada
e imprescindível imediatamente foram fatores fundamentais para que,
hoje, eu possa escrever e pensar a respeito com o coração e os neurônios
tranqüilos. Em paz comigo mesma, sobretudo. Informação é do que
precisamos, em primeiro lugar. E informação é algo que podemos dividir, doar,
dar de graça a quem precisa! Como você faz...
Se meu depoimento é assim tão "light"
e meu sofrimento foi tão pouco, em comparação às outras pessoas que convivem
com esse trem, é exclusivamente porque tive a grande sorte de ter conhecimento
a respeito. Que todas as pessoas que passaram por esse sofrimento possam
dividir o que sabem. Fica aqui minha admiração e gratidão pela sua iniciativa e
meu desejo intenso, mas muito grande mesmo, de que as pessoas possam ter acesso
à informação e ao conhecimento - e voltarem a viver em paz consigo
mesmas, com força, coragem e controle do TP. Porque, nós a temos, mas ela não nos têm!
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Nº 15 - Auxiliar Administrativo, 22 anos. Até que enfim consegui descobrir meu
problema. Aos 15 anos de idade tentei suicidar, achando que a vida não prestava
mais. Tentei cortar meus pulsos para fugir de todos os problemas. Sempre tive
muito medo de conversar com pessoas, pensando que elas não iriam me aceitar ou
talvez pudessem me criticar. Era muito fechada. Até que um dia, aos 17 anos,
consegui um emprego. Só que tinha muito medo das pessoas e vergonha de me
expressar. Comecei, então, a fazer vários cursos de relacionamentos e assim com
o passar do tempo fui perdendo o medo da opinião que poderiam ter de mim.
Dentre esses cursos, o mais importante foi o de inteligência emocional onde eu
aprendi a conter alguns medos e ansiedades.
Aos 18 anos tive uma forte crise de falta de ar, mas não fui ao médico,
porque eu me achava uma fraca e uma inútil. Depois com o tempo foi aumentando,
então fui ao médico e o diagnostico foi: "é só depressão". As crises
começaram a aumentar e pioravam cada vez mais. Meus braços ficavam dormentes,
minhas pernas não mexiam e minha face ficava completamente paralisada. Aos 20
anos tive uma crise terrível no meu trabalho, não conseguia respirar e não
mexia um músculo do corpo. Entrei em PÂNICO!!! Meu patrão me levou carregada
para o hospital. Tive que entrar de cadeira de rodas. A maior vergonha da minha
vida. Os médicos falaram que eu não tinha nada. A partir dai resolvi fazer
exames, nunca deu resultado de doença alguma, tudo normal. Por que? Eu sempre
me perguntava. Será que sou louca? Tomei vários remédios que me causavam mais
depressão do que eu já tinha, aumentavam meus hormônios e me dava sonolência.
Fiquei completamente dependente deles. Um dia dei um basta e resolvi parar com
os exames e remédios, mas as crises só pioravam. Nunca consegui entender o que
eu tinha e acho que nem os médicos porque nunca fui a um psiquiatra.
Sou uma pessoa insegura, deprimida, choro sem saber o motivo, tenho medo de
elevadores e tubarões, mas não tenho medo de morrer. Sinto enormes calafrios e
dores no peito. Tenho dores de cabeça todos os dias. Tenho tonteiras,
fraquezas. As vezes acho que sou incapaz de fazer
alguma coisa. Desmaios constantes e uma enorme preguiça.
Ainda tenho medo de encontrar pessoas novas e me relacionar, mas a
segurança perante a isso melhorou muito depois de alguns cursos e muitas
leituras. Sou extremamente ansiosa e sofro antes da hora. Minha vida não tem
sido fácil... Tenho muita sorte de poder contar com a ajuda de um dos meus
patrões, que sempre me ajudou nos momentos ruins e me deu força para não
desanimar. Minha família achava que era apenas uma crise passageira, mas com o
tempo viram que era sério e ficaram do meu lado.
Hoje, cinco messes depois de largar todos os medicamentos por
conta própria, estou bem e ainda não tive crises muito fortes. Quando
sinto que vou começar a entrar nesse "buraco", eu respiro fundo e
conto até dez.
O último diagnóstico do médico: "você tem problemas de fundo emocional e
não pode se irritar com facilidade, tem que tomar sempre um remédio"
Quero agradecê-lo por criar esse site e por ajudar pessoas iguais a mim. Quero
manter contato e entrar para um grupo de auto-ajuda.
Ajude-me por favor! Tenho pavor do medo! Tenho medo da solidão! Tenho a solidão
dentro de mim! Tenho o TP na minha vida...
Mais uma vez obrigado por me ajudar a me descobrir.
<<<<>>>>
Nº 16 . Bancária, 34 anos. Minha primeira
experiência foi aos 23 anos. Tinha acabado de sair da igreja, onde fui
marcar a data do casamento. Na volta para casa, simplesmente parei de
respirar. Minha garganta fechou e eu atravessei o túnel Rebouças com a mão na
buzina (meu noivo estava ao meu lado, de carona). Quando cheguei em casa,
sem nem estacionar o carro, me joguei na cama e minha mãe chamou um médico
amigo da família. Disse-me que eu tinha tido um edema de glote e me aplicou
adrenalina na veia. A partir desse dia minha vida mudou. Passei a
ter medo de sair sozinha. Fui a diversos médicos a fim de diagnosticar o meu
mal, mas nunca soube o que era. Passei a andar com remédio injetável na
bolsa para, em crise, pedir para me aplicarem (o que cheguei a fazer dentro de
um ônibus, num engarrafamento). Na época eu trabalhava bem longe de casa
e a ansiedade da volta, tendo que fazer baldeação, me deixava ansiosa. Eu
tinha pavor de morrer. Eu não conseguia mais andar sozinha, mas tinha de
fazê-lo, afinal de contas,
o que eu achava que sentia, era"frescura".
Minha pior crise aconteceu numa dessas
voltas para casa. Tinha descido do primeiro ônibus e o segundo não chegava.
Comecei a ficar ansiosa e antes que a crise viesse, resolvi pegar um
táxi. Entrei no táxi e alguns metros depois ficamos
parados no meio de um engarrafamento sem saída. A essa altura eu já
estava em pânico, pedindo ao motorista que fizesse alguma coisa, pois eu estava
passando muito mal. Como ele nada podia fazer para me ajudar, comecei a
olhar para os lados, até que vi uma moto passando bem pertinho do táxi, e
devagar. Abri a porta correndo, pulei na garupa da moto e pedi (?) para
ele me levar em casa porque estava morrendo. Não sei como cheguei em
casa, não sei quem me trouxe e nunca agradeci. Na porta de casa, uma vizinha me
levou até a minha casa e só quando estava na segurança do meu lar, com minha
mãe é que consegui sair da crise.
Só quem já teve uma crise assim sabe do que somos capazes. A sensação da
morte nos faz perder qualquer timidez. Perdemos o senso do ridículo.
Passei uma fase braba e até para lua de mel estava com medo de ir e não ter
médico por perto. Tive outras crises, mas fui aprendendo a me comportar e
me convencer que era tudo imaginação minha.
Hoje tenho certeza de que o que tive foi Síndrome do Pânico, apesar de nunca
ter sido diagnosticada como tal. Aprendi a conviver com as crises. Tenho dois
filhos e só depois do nascimento do primeiro é que as crises diminuíram.
Agora, quando ela começa, eu já conheço. Vou para o meu quarto, deito para
relaxar e se dormir, agradeço a Deus, pois sei que quando acordar não terei mais nenhum sintoma.
Fiz muita terapia para perder o medo, mas não perdi, só tento controlá-lo e até
hoje tem vezes que não consigo...
Você não sabe como foi bom conhecer pessoas que passaram pelo que já
passei. Teve horas em que pensei que eu estava maluca.
Parabéns pela sua página. Você está
ajudando muitas pessoas. Obrigada!
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Nº 17 - Técnico em eletrônica, 35 anos. Em primeiro lugar gostaria de parabenizá-lo
pelo site, pela quantidade de informações tão importantes contidas nele e pelo
assunto tão complicado de lidar com ele, como o TP. Graças ao nosso bondoso
DEUS, ele na sua imensa sabedoria, ilumina pessoas como você para servir
de apoio para nós, que tanto sofremos
com este mal. Tenho TP desde 1995. Julgava estar com minhas crises sob
controle até dois meses atrás, quando voltei a ter
"recaídas". Contarei tudo desde o inicio.
Sempre fui uma pessoa muito agitada, talvez por crescer sob muita pressão
por parte de meu pai e das coisas que me cercavam. Sempre fui uma pessoa
medrosa, insegura, mas não imaginava ficar tão medroso quanto agora.
Tudo começou em março de 1995. Estava passando por uma fase financeira difícil, muito apreensivo. Foi numa festa de
aniversário da empresa para a qual trabalho que tudo começou. Bebi muito neste
dia, além do comum para quem não estava acostumado à festa. Estava bom, deixei
rolar. Não me sentia muito tonto ao ir embora, mas devia estar, pois minha
esposa nem sequer me deixou levar o carro. Tudo ia bem, parecia um simples
porrezinho. Mais tarde comecei a sentir uma falta de ar estranha, comecei a
ficar nervoso. A coisa foi piorando e foi como se o chão saísse dos meus pés.
Pensei que fosse morrer ali mesmo. Corri para a casa do meu sogro que morava
perto e, com ajuda de um calmante, consegui passar o resto da noite. No
outro dia, amanheci melhor, mas nos dias seguintes, a simples lembrança do fato
ocorrido fazia tudo voltar de novo.
Fui a todos os médicos imagináveis. Fiz exames de todos os tipos.
Todos diziam a mesma coisa - deve ser uma crise de ansiedade. Fiquei
desesperado, para quem era tão saudável. Até então, não compreendia o que
estava acontecendo comigo. Como você menciona no seu comentário, só quem já
passou por isso sabe o que passei.
Com muito custo, resolvi procurar um psicólogo, que falou que eu
deveria procurar um psiquiatra. Relutei muito, mas a situação desesperadora em
que me encontrava, não me dava opções. Fui "diagnosticado
como portador da "Síndrome
do Pânico". Tomei uma série de medicamentos que me deprimiam muito e me
deixavam angustiado. Se não fosse por uma coisa que temos em comum, uma
esposa maravilhosa, não sei o que teria sido de mim. Ela era como um porto
seguro, somente ao seu lado eu me sentia tranqüilo.
Troquei de medicamentos umas dez vezes. Foram dois anos de
tormento. Depois, comecei a me sentir melhor, a perder o medo de sair sozinho e
abandonei o tratamento. Fiquei uns seis meses razoavelmente bem, até que minha
irmã sofreu um acidente de carro horrível. Ia visitá-los no hospital,
parei no sinal vermelho e um ônibus destruiu a traseira do meu carro. Meu
cunhado faleceu e voltei a estaca zero. O medo voltou
dobrado.
Nesta época, há 2 anos atrás, tinha nascido o meu outro tesouro, o
meu filho. Fiquei péssimo! O medo de me acontecer algo e deixar desamparado o
meu filho, me alucinava. Voltei a um outro psiquiatra que me tratou com
antidepressivo, cujo resultado foi muito melhor.Não sei se por já ter aprendido
algo com a TP ou se pelo remédio, me sentia muito melhor. Mais dois anos de
tratamento, eu já estava 90% bem e achei que estava curado.
A conselho médico, parei de
tomar o remédio há seis meses atrás. Estava levando uma vida quase normal. Digo
quase, porque nunca mais se é o mesmo. Um resquício de insegurança sempre
ficou, mas conseguia conviver bem com ele. Como trabalho com manutenção de
equipamentos médicos, às vezes viajo muito e há um mês atrás, precisei viajar
para Ituiutaba, há 600km de
Belo Horizonte. A simples distancia já me incomodava um pouco. Lá, depois de
ficar muito tempo só esperando a hora de voltar, vieram umas bobagens em minha
mente e desde então, sinto chispasses de crises. Não são muito fortes, consigo
controlar, mas fiquei inseguro para viajar de novo, com medo que as crises
voltem a acontecer. Se me conheço, apesar de já ter aprendido conviver mais com
o TP, daqui a pouco estarei novamente tomando medicamento.
Gostaria que o amigo me falasse mais sobre o seu grupo de
apoio e o que sugeriria para mim. Gostaria de maiores informações, qualquer uma
que possa vir me ajudar neste momento. Desde já agradeço. Gostaria de
receber breves notícias suas.
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Nº 18 - Universitário, 21 anos. Olá amigo! Parabéns pela tremenda experiência de melhora! Parabéns
pelo site! Espero em breve seu livro.
Tenho uma experiência com o pânico. Apesar de não ter sido tão tremenda como a de muitos, foi muito
horrível. Também resolvi relatar.
Tudo começou quando comecei a usar drogas há alguns anos, mais precisamente seis anos atrás. Agora
estou com 21 e não uso droga alguma. Bom, resumindo: a primeira crise foi desencadeada ao usar a
tão conhecida maconha. Primeiro veio uma confusão mental e logo o pânico
começou a invadir meu ser. Eu não acreditava no que estava acontecendo. Tudo
mudou. Toda realidade se alterou. Tudo o que eu tinha como verdade se
transformou. Parecia que só eu tinha "aquilo". As pessoas que fumaram
comigo, pareciam não ter aquilo. Era como se ninguém pudesse compreender o que
eu estava tendo, como se ninguém tivesse o que eu estava tendo.Tudo ficou muito
confuso. Milhares de sons dentro da minha cabeça. Parecia um
furação dentro da minha cabeça. Deus, amizade, amor... Tudo deixou de
fazer sentido. O pensamento racional fugiu de mim. Não havia jeito de pensar
normalmente. Apesar de acreditar muito em Deus, parecia o inferno. A palavra
que escolhi para designar tal sensação foi
"CAOS". O pavor era tanto, que foi uma sensação de gelar até
os ossos! Parecia que estava perdido numa eternidade de sofrimento, numa
dimensão de puro caos, sem sentido algum. Também tive um pouco de taquicardia e
pressão baixa, já que fiquei todo gelado.Tive que ir para casa tentando me
controlar, com medo de perder o controle e enlouquecer ou me despersonalizar!
Isso tudo durou quase uma hora. Tive que dormir para passar tudo aquilo
e, até conseguir dormir, foi difícil.
Agora que estou lhe relatando isso, estou com as mãos geladas e me
sentindo um pouco mal, só de lembrar dessa sensação. No outro dia, acordei
normal e muito feliz por tudo aquilo ter passado. Parecia mais um pesadelo do
que a realidade. Parecia que fora só um sonho ruim.
Um tempo mais tarde, levado pelos amigos, novamente usei essa droga
e, momentos depois, lá estava eu de novo, tendo tudo
aquilo novamente! Que horror! Não acreditei que tudo estava acontecendo
novamente! Dessa vez fumei pouco e não foi tão terrível, apesar de sempre
ser terrível. Tudo parecia um filme, um sonho acordado, um sonho seguido de
sensações horríveis, de algo monstruosamente ruim! Dessa vez era de tarde e não
consegui dormir! Quando passou o pavor, ficou uma sensação de distância,
parecia que eu continuava dopado, parecia estar num filme! Essa sensação, por
mais incrível que pareça, continuou comigo. Eu não conseguia voltar ao
"normal". Isso ficou por um mês, até eu voltar das férias e retomar a
rotina do ano.
Me preocupei com minha ex-namorada, pois estávamos
acabando o relacionamento. Isso me fez
esquecer tudo aquilo e voltar ao "normal". Novamente, tudo
pareceu ter sido um sonho ruim, e as sensações que senti não foram tão
terríveis. Mas adivinha! De novo usei a droga! E novamente lá estava eu...
Dessa vez com uma terrível taquicardia. Prometi que, se tudo "aquilo"
não passasse quando acordasse, eu me mataria, pois era tudo tão terrível!
Depois que dormi e acordei, o pavor havia passado, mas continuava um pouco
abalado, tonto e me sentindo um pouco distante, como num filme.
Durante o dia, às vezes chego a ter um início de pânico,
principalmente se começo a ter receio acerca daquela sensação, mas nunca é tão
forte como quando usei a droga. Hoje, adquiri algumas fobias, como em contatos
sociais. Também parece que, tudo o que era simples, como a realidade e o mundo,
adquiriram um teor complexo. Parece que o que era simples, agora ficou difícil,
agora causa um receio. Fiquei muito mais quieto no meu canto, conformado. Não
tenho mais tanta energia. Acho que quem passa por essa situação, nunca mais
volta ser a mesma pessoa. Não digo que fique mal a vida inteira, mas que mude
para melhor. Estou lutando contra tudo isso e acredito no futuro!
Esse foi mais um desabafo com alguém que acho que pode me entender! Poucas
pessoas conhecem isso que passei e passo, como minha família e meu psiquiatra.
Talvez você entenda, espero que sim. Uma coisa é imaginar o que é isso tudo,
outra é passar na carne. Entre os relatos que encontrei na sua página e em
páginas sobre pânico, pela primeira vez na minha vida, descobri que existem
pessoas que sentiram o que eu senti. Foi um grande alívio, pois até uns
dias atrás, achava que só eu, no mundo inteiro, tinha aquilo. Sei que isso não
é nada racional, mas é o que parecia. Desculpe se escrevi muito, mas eu
precisava compartilhar isso!
Quero que fique muito à vontade para escrever para mim. Espero sua opinião
sobre isso tudo. Acredito que me aliviarei ainda mais ao ler suas palavras!
Aguardo ansiosamente seu contato!
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Nº 19 - Coordenadora de telemarketing, 29
anos. Tive minha 1ª crise aos vinte anos, dentro
de um cinema. Senti uma coisa estranha e achei que iria morrer. Fiquei com os sintomas mais ou menos uns 2
meses, então melhorei.
Em 1993, nasceu meu filho. No dia em que tive alta do hospital, tive uma crise
de pânico ainda no quarto. Daí, começou todo o meu sofrimento. Tive crises
atrás de crises. Tinha medo de ir ao médico, tomar remédio e morrer. Quando
estava na fila do supermercado e a crise surgia, largava tudo e ia embora. À
noite, acordava apavorada e fazia meu marido pegar meu filho para colocá-lo em
minha cama, para eu me acalmasse. As crises foram se tornando
insustentáveis e nem na minha casa, que era meu refugio, eu não conseguia
ficar. Não podia ir o até o portão. Não conseguia sair de casa. Tinha
muita palpitação, taquicardia, tontura e uma falta de ar absurda. Comprei um
livro sobre "Síndrome do pânico". Tudo que passava no rádio ou tv
sobre o assunto eu gravava. Liguei diversas vezes ao C.V.V. , principalmente a
noite. Fiquei sabendo de um neurologista que tratava de pessoas com esses
distúrbios. Era a minha última alternativa, já não agüentava mais. Marquei uma
consulta e ele me receitou um antidepressivo e tarefas diárias. Eu tinha um
caderninho onde anotava tudo o que eu fazia e com horários. Para que eu tomasse o remédio, o
médico quase veio à minha casa. A 1ª tarefa foi atravessar a rua da minha casa
sozinha. Foi um dilema. Cada dia eu tinha uma tarefa . Todas as sextas- feiras
eu fazia terapia com esse médico, apresentava as tarefas e recebia mais para a
semana. Quando saí com meu filho sozinha pela 1ª vez, ele disse: mãe, nós vamos
sair sozinhos? Até chorei. Meu marido ficava nervoso comigo e perdia a
paciência. Então fui melhorando e o médico achou melhor eu voltar a trabalhar.
Voltei com a graça de Deus e estou na empresa até hoje. Estava querendo
engravidar, só que eu tinha medo que me desse alguma crise, pois abandonei o
tratamento. Apesar de estar me sentindo bem, por quase um ano não li a bula do
remédio. Quando resolvi, vi que poderia
provocar convulsões. Não quis tomá-lo mais. Fiquei grávida e não tive nenhuma
crise. A minha médica foi super bacana comigo. Eu tinha medo de morrer no parto
e deixar as crianças. Ela me animava bastante e sempre tinha uma resposta
otimista. Estava realizada. Hoje tenho o prazer em curtir meus filhos, coisas
que tempos atrás não o fazia. Estou sem o medicamento. Tenho que ficar supervisionando meus pensamentos.
Se meu depoimento ajudar alguém, ficarei feliz. Um abraço.
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Nº 20 - Auxiliar Administrativo (fem), 25
anos. Através de minhas amigas e colegas de
trabalho, acessei sua página na Internet para buscar a ajuda de que preciso.
Descobri há pouco tempo, que meu "estresse" - assim era o que me
diziam - se transformou em sensações que até então já havia sentido, mas não
com muita intensidade.Tudo começou numa segunda feira
à noite, enquanto calmamente lia o jornal, acompanhada de meus pais que
assistiam televisão. De repente, uma sensação horrenda tomou conta de mim.
Minha garganta trancou, meu peito parecia que ia estourar e meu coração -
nossa!!! - disparou de uma maneira como nunca havia acontecido. O medo de
morrer tomou conta de mim. Só conseguia pensar como a vida é boa, como deixaria
meus pais e meu namorado que tanto amo.... E aquela sensação se tornava cada
vez mais apavorante e ao mesmo tempo, queria me controlar para não assustar
meus pais mais uma vez. Achei que dessa vez, como tantas outras, iria conseguir
me controlar e mostrar para meus pais que sou forte e iria conseguir. Em vão! A
coisa tomou uma proporção tão grande que meus pais me pegaram e me levaram ao
pronto atendimento de minha cidade. Durante o trajeto até lá, coisa de nem 5
minutos, o que pareceu uma eternidade, só conseguia pensar em coisas ruins e que
tinha muito, mas muito medo de morrer. Lá fui prontamente atendida e veio uma
crise muito forte de choro, onde comecei a me sentir mais aliviada, mas a
sensação de medo, pavor continuava. Queria ver meu namorado, que um pouco antes
de minha crise, estava em casa comigo onde tudo parecia normal. Clinicamente
não foi constatado nada, estava 100%, não fosse meu lado psicológico totalmente
abalado. Tomei um calmante, muito forte por sinal, que foi me derrubando aos
poucos, até que a sensação horrenda sumiu.
Minha médica, muito carinhosamente, conversou comigo e me aconselhou a procurar
um psiquiatra, onde com auxílio e alguns remédios, poderia controlar essas
"crises". No momento fiquei chocada, a palavra psiquiatra soou muito
forte para mim, me achei uma louca. Após
tudo isso, já em casa, comecei
sentir muita vergonha do que tinha acontecido, do que as pessoas
poderiam pensar.... Queria provar que não era louca e que não sabia explicar o
que acontecia. Sinto muito medo de coisas normais: andar de carro (principalmente
quando não sou eu que estou dirigindo), sair na rua e pensar que posso ser
atropelada. Sonho com acidentes horríveis, e principalmente morte. Tenho pavor
e medo quando meu namorado sai para viajar, e por incrível que pareça, ele vive
viajando, vive na estrada. Agora sei que não sou louca, mas tenho muita
vergonha do que os outros possam pensar. Talvez o que estou sentindo agora seja
fruto de períodos muito difíceis da minha vida. Era noiva de um rapaz há 08
anos, e infelizmente, ele era usuário de drogas. O meu sofrimento durante todos
esses anos me marcou muito. Sei que agüentei por que quis, mas não conseguia me
libertar em função de suas ameaças, o que me provocava muito medo,
principalmente por que sabia como ele era. Apanhei muito e fui maltratada
várias vezes. Fui ao último grau de humilhação que uma pessoa possa atingir.
Agüentava calada, pois meu medo era maior que minha coragem para me libertar.
Até que um certo dia, ele conseguiu acabar com sua vida e me causar o último
grande trauma em minha vida: matou-se dentro de minha própria casa com um tiro
na cabeça, disparado de uma arma de propriedade de meu pai e, para agravar
ainda mais a situação, quem o encontrou morto fui eu. Sei que, ao mesmo tempo
em que o susto e o trauma foram grandes, comecei a viver uma nova etapa de
minha vida, consegui encontrar a felicidade, ver como a vida é bela e bonita,
encontrei uma pessoa realmente maravilhosa para mim, meu atual namorado. Talvez
seja por isso que está sendo um pouco
difícil para mim, aceitar essas sensações novas e incomodas, que vem surgindo
na minha vida. Quero um auxílio, uma palavra de conforto. Sei que tenho forças,
para mais uma vez, superar tudo o que está acontecendo comigo. Aguardo seu
contato.
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Nº 21 - Comerciante, 27 anos. Caro Fernando,
antes de tudo, gostaria de parabenizá-lo por esta home page e pela sua iniciativa
de se ajudar e ajudar os outros.
Exatamente, há 45 dias atrás, comecei a sentir esses sintomas que você
descreve na sua página. Estava sentado no sofá na casa de uns amigos,
conversando, quando de repente, comecei a sentir uma taquicardia e dor no
peito. A vista oscilava, ora escurecendo
ora clareando. Suava muito e só queria saber de ir para o pronto-socorro.
Chegando lá, minha pressão arterial estava 19 x11. Medicaram-me e fiquei lá
umas duas horas e voltei para casa, mas com sensações estranhas no estômago,
com gases e empanzinado. Deitei-me e quando achava que ia adormecer, sentia uns
sobressaltos. Tomei 2 ansiolíticos e mesmo assim, só
consegui dormir quase pela manhã. Passei assim alguns dias, um pouco
confuso e com medo do que pudesse me acontecer. Isso ocorreu de sexta para
sábado. Na segunda-feira, fui ao cardiologista e ele de cara disse-me que eu
estava estressado, mesmo assim, fizemos uma bateria de exames e nada, tudo
jóia. Crise mesmo da pressão subir, ter taquicardias,
só tive três vezes, mas sempre tenho sintomas esquisitos: tonteira,
vista embaçada, dores nas costas, impressão que a garganta vai fechar,
dormência no corpo e pés gelados. Algumas vezes, me dá uma angústia, fico
desesperado para sair de algum lugar que eu esteja no momento e, assim que eu
saio, melhoro. Agora, graças a Deus, não tenho os sintomas do medo de
sair de casa, de ir para certos lugares, entende? Fico só um pouco deprimido
por querer entender, porque eu, com 27 anos, ter que passar por tudo isso. Fico
um pouco revoltado. Ainda não tenho a certeza se estou ou não com TP. O médico
já me aconselhou uma psicóloga, disse que preciso conversar. No momento estou
tomando um ansiolítico, já faz uma
semana, mas cada dia tem um sintoma diferente, e isso me incomoda muito. Pela
sua experiência, mesmo sem eu estar com medo de sair de casa ou ir a certos
lugares, você acha que eu possa estar com TP? Desculpe estar te alugando,
mas um amigo meu me enviou um e-mail com o endereço da sua home
page. Eu li e fiquei muito feliz por saber que talvez
estivesse descobrindo a doença, por isso resolvi escrever-te. Um grande abraço
e muito obrigado por tudo. Por favor, responda-me.
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Nº 22 - Engenheira, 27 anos. Tive Síndrome do Pânico por cinco anos, do início de 1992 ao fim de
1996. Descobri que mudou de nome, agora é Transtorno do pânico. Desde então,
não tive mais crises, sei como domar a fera. Acredito que nunca mais terei
problemas, entendi como essa tal de TP funciona, pelo menos
O TP foi uma escola e acredite, foi uma das melhores coisas que aconteceram na
minha vida - não, não pense que sou louca, não tomei antidepressivo demais, - o
TP me ensinou muito coisa e hoje sou muito mais feliz do que seria se não a
tivesse conhecido.
Depois que me livrei dos sintomas do terror - é como eu chamava algumas das minhas
crises - e você sabe tão bem quanto eu que as crises variam conforme a
situação, através do tempo e pela intensidade. Quando eu tinha as crises,
queria conhecer pessoas com TP para dividir a dor. Desde que me livrei do TP,
procuro pessoas para que elas dividam a dor comigo. Há três anos sinto uma
vontade, uma necessidade até de ajudar pessoas que estão passando pelo que
passei. Tenho certeza que você sabe do que eu estou falando, pois acredito que
sinta o mesmo. Mas quem tem TP, raramente se abre por medo de preconceito ou de
não ser entendida. Como os outros vão
descobrir que eu quero ajudar? Cada dia que passa, quero mais e mais ajudar
outras pessoas. Esta manhã me deu uma luz - CLARO! A INTERNET! Caí no seu
maravilhoso site PARABÉNS! Quem me dera esse site existisse há oito anos atrás... O que mais me impressionou
foi o seu sofrimento! E a quase operação no coração! Quando minhas crises
começaram, já se falava em Síndrome do Pânico, e mesmo assim foi terrível.
Imagino quando você tinha 14 anos e ninguém sabia que isto existia!
Bem, agora gostaria de falar-lhe sobre algumas de minhas teorias - não as tenho
como verdade absoluta, mas gostaria que pensasse sobre elas, sem preconceitos e
paradigmas.
1 - Que eu saiba, não existe nada comprovado se a causa da TP é física ou
psíquica. Seu site a cita como física.
Há quem defenda que, a grande maioria das doenças tem as duas partes
conectadas, ou seja, o psíquico não está legal e trás uma doença física num
órgão em que a pessoa já tenha uma predisposição que pode ser genética ou não.
O físico adoece e o psíquico piora, ou seja, fica mais deprimido, ou ansioso,
etc. Os dois vão piorando cada vez mais num círculo
vicioso.
Todos nós passamos por terapia e remédios. Você se "curou com
relaxamento - não estou considerando relaxamento como terapia. Terapia pra mim,
é você e um médico sentados numa sala onde cada minuto vale $.
Então, será que longos anos de terapia e um certo rombo na conta bancaria
seriam a solução? Acho o preço absurdo que a maioria dos psiquiatras cobram
pelas consultas semanais, chega a ser antiético!
2 - Não sou contra médicos e psiquiatras, muito pelo contrario,
existem excelentes profissionais. Ninguém sabe tudo, principalmente quando se
fala em TP, onde ninguém sabe nada. Não se sabe a causa, não se sabe a cura, só
se sabe o conjunto de sintomas e que alguns remédios ajudam depois de muita
tentativa e erro. Existe um paradigma de que terapia tem que ser longa. QUEM
DISSE? Se estou com dor de dente, vou no dentista ele
conserta, eu pago e fim. Quebrou a perna? Vou ao Pronto-Socorro , o médico
engessa, espero um tempo, tiro o gesso, volto lá para ver se curou mesmo, pago
e fim. O objetivo do medico é me curar e fim.
Que estória é essa que eu tenho que ficar indo ao psiquiatra por sei lá
quantos anos? Se o tratamento não tem fim é porque não cura. Um dia meu pai me
mandou num psiquiatra conceituado no Rio e logo na primeira consulta me disse
na lata: se todo paciente fosse igual a você, os psiquiatras morreriam de fome.
Vários psiquiatras e psicólogos me cozinhariam em banho-maria por alguns anos.
3 - "crises repentinas sem causa aparente" - depois de
pensar e pensar, vi tudo muito claro: TODAS,
exatamente todas, sem exceção de nenhuma das minhas crises tinham uma causa. Em
todas elas eu estava passando ou ia passar por uma situação que me contrariava,
ou me dava algum desconforto, ou me pressionavam. Só que eram coisas que eu
considerava que não oferecem desconforto, mas que no fundo, eu não estava nem
um pouco "afim" de passar por aquilo. Às vezes, eu tinha crises
porque na outra semana eu teria que visitar uma tia que eu detestava, mas nem
imaginava que isso poderia trazer uma crise.
4 - A crise surge porque eu me vejo em perigo e quero me defender ou fugir
deste perigo, certo? Então pensei, se eu mesma faço que as crises aconteçam em
mim, então não possa vê-las como inimigas, mas sim como uma ferramenta que eu
mesma uso para me ajudar. O TP não é uma inimiga a ser combatida e sim uma
aliada. Foi a partir do momento que tudo se resolveu. Parei de lutar contra e
sim APRENDER A CONVIVER com essa ferramenta que meu corpo me deu, para me
ajudar a viver melhor. Aprendi a sentir quando uma crise estava chegando e a
conversar comigo mesma. Por que vou ter essa crise? Eu descobria a causa da
crise, ou seja, a situação desagradável que eu estava querendo fugir e
eliminava a situação desagradável. Não tinha crise e, como conseqüência, fui
eliminando as coisas desagradáveis, desconfortantes e preocupantes de minha vida. Além de acabar
com as crises, aprendi a viver muito melhor!
Não sei se consegui explicar direito o que eu penso. Também não tenho a
pretensão de achar que o que funcionou para mim, irá funcionar para todo mundo,
mas acho que pode ajudar muita gente. Temos que tomar muito cuidado com o que
falam por aí. Cansei de ver médicos arrogantes, principalmente em programas de
televisão, falando besteiras sem nenhum embasamento no que dizem. Também já vi
muitos médicos bons.
Desculpe por um depoimento tão longo.
Quero muito ajudar e acho que as pessoas que já passaram por isso, são as mais
indicadas para ajudar quem esta sofrendo.
Gostaria muito de discutir sobre TP com você e outros que também se
interessam pelo assunto. E principalmente, QUERO AJUDAR quem está sofrendo.
Aguardo ansiosamente sua resposta,
com uma ansiedade sadia e sem crises.
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Nº 23 – Informática – 27 anos. Tudo começou
com uma aparente dor de estomago. Ficava o dia todo como se minha barriga
ficasse contraída o tempo todo. Dias depois, após almoçar em um restaurante,
minha garganta simplesmente "fechou", não conseguia engolir e nem
respirar, fiquei pálido com o coração a mil por hora. Fui levado para o pronto
socorro, aonde recebi a informação que eu não tinha nada, apenas uma pequena
inflamação na garganta.
Procurei um otorrinolaringologista, e fiz alguns exames, aonde foi constatado
que eu estava com uma esofagite forte, resultado de "refluxos"
gástricos. Procurei então um gastro. Tomei milhões de
remédios e a garganta continuava fechando e as dores abdominais me incomodavam
muito.
Bom, a partir desse ponto comecei a apresentar outros muitos sintomas, como
dores de cabeça, irritação, medo de morrer, falta de ar, acordava assustado
durante as noites, dores nas costas muito fortes, entre outras coisas. Procurei
uma segunda opinião médica, aonde foi me dito que eu havia tido uma crise do
pânico. Ao ouvir aquilo não dei muita importância e ainda brinquei
"Imagina só, é o que me faltava".
Com o tempo percebi que poderia realmente estar sofrendo de TP, pois os
sintomas eram freqüentes. Comecei a pesquisar na Internet e ler um pouco mais
sobre casos como o meu, foi então que me dei conta de quanto isso é sério. Foi
difícil até admitir que realmente precisaria de ajuda de um psiquiatra. Ainda
não fiz nenhum tipo de tratamento, continuo com os sintomas e cada vez mais
forte. Tento controlar e procuro não deixar isso tomar conta da minha vida, o
que está cada vez mais difícil. Não consigo ter uma vida normal, não consigo me
desligar do trabalho e ultimamente me apresento muito ansioso. Estou a cada dia
que passa mais irritado, tudo me incomoda, às vezes chego a discutir com os
familiares, noiva e amigos, sem motivo algum. Acredito que a maior dificuldade
que encontro é o apoio de outras pessoas, quando falo para os familiares mais
próximos que estou novamente com aquelas dores e a garganta fechando, todos
olham como se eu quisesse chamar atenção, não dão muita importância. Tento
explicar o quanto é horrível para eu passar por essas crises,se é que posso
chamar assim.
Minha noiva tem sido uma pessoa muito importante, não para que me cure, mais
sim por ser paciente e entender o que sinto. Não desejo isso nem para meu pior
inimigo, as dores que sinto são suportáveis, talvez o que não possa suportar é
a sensação de abandono.
Tento levar uma vida normal, apesar do desconforto físico e dos muitos
sintomas, tento me distrair com atividades diversas, mais na maioria das vezes
não consigo. Tenho ficado muito em casa, não gosto muito de sair, na verdade
tenho medo de que algo aconteça.
Não procurei ajuda medica especializada ainda, tenho receio de ter de tomar uma
serie de medicamentos para controlar a TP, tenho medo de ficar dependente dos
medicamentos e não levar uma vida normal, porém a cada dia que passa vejo que não
tenho muita escolha.
Gostaria de finalizar esse depoimento, agradecendo a oportunidade de relatar o
meu caso, e melhor de tudo de poder compartilhar com pessoas que sofrem a mesma
coisa. Fiquem com Deus e espero que todos nós um dia possamos olhar para traz e
dizer: "Finalmente estou curado".
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Nº 24 – Professora de Inglês, 22 anos. Oi!! Sempre fui uma pessoa muito tímida, fechada, tensa e ansiosa.
Um dia à noite, estava dando uma volta de carro com uma amiga e de repente me
senti muito mal. Era uma coisa estranhíssima! Eu pensei que minha pressão tinha
caído porque comecei a suar frio e sentir enjôo. Isso aconteceu em 98. Um ano
depois, fui a um seminário de autoconhecimento e
fiquei muito triste com a situação de algumas pessoas que falavam sobre suas
vidas e chorei muito. Nesse dia, senti a mesma coisa que havia sentido um ano
atrás. Tive a sensação de desmaio. Pensei que estava doente, com hipoglicemia. Depois disso, como sempre fui preocupada com
minha saúde (acho até que sou hipocondríaca) ficava com medo de sentir isso
novamente. Comecei a sentir medos estranhos e sensações de desmaios. Mas nunca
deixei de sair ou de fazer algo, porque sabia e pensava que era
psicológico e que podia controlar. Demorei um ano para procurar um psiquiatra.
Conseqüência: tive forte depressão e ainda sinto angústia de vez em quando,
tenho despersonalização- que é simplesmente tão horrível quanto uma crise de
pânico!!
Quando tenho que viajar, sinto muito medo, parece que o mundo não é
real... Estou fazendo terapia há um mês, mas não tenho coragem de tomar o
antidepressivo receitado. Tomei uma caixinha, mas quando o médico aumentou a
dose, não tive coragem de tomar, sinto muito medo de ficar louca e de que o
remédio me dê algum surto psicótico! Procuro ajuda!!! Isso parece não ter
fim, parece que estou presa num pesadelo...Toda vez que saio de casa, converso
comigo mesma : não vai acontecer nada, Deus está comigo. por que vou passar mal
? nada de mal vai acontecer, estou protegida pela divindade! Isso me acalma
muito.
Gostaria de saber se o TP pode desencadear um quadro de loucura.
Muito obrigada pela atenção e pelo site. SORTE A TODOS.
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Nº 25 - Estudante de Administração de Empresas, 23 anos. Acredito que também tenho Síndrome do
Pânico. O que mais me dá medo é não encontrar respostas para minhas dúvidas.
Durante muitos anos eu precisava de alguém para me dizer que nada ia me
acontecer. Eu tinha falta de ar, minhas mãos suam, tenho dúvidas sobre minha
personalidade e etc. Como você diz, tenho medo de ter medo. Muitas das
desgraças que vejo, pego para mim achando que podem acontecer comigo. Minha
primeira crise me levou ao hospital com uma falta de ar enorme. Mas meu medo
mesmo começou quando fumei maconha. De certa forma, a droga despertou em mim
coisas que nunca me atormentaram. Neste dia meu coração disparou e tive um
grande medo de morrer. Logo depois, só de sentir o cheiro da droga ficava com
medo.
Não concordo que o TP não seja um problema psíquico. Sempre fui
muito neurótico e estressado, eu era daqueles meninos que não gostava de me
expor por sentir vergonha. Minha convivência com minha família sempre foi
difícil apesar de todo amor. Isto de certo modo me deixou vulnerável e sem
entender o mundo. Já tomei antidepressivos, ansiolíticos
e fiz 6 anos de terapia. Hoje eu aprendi que a única solução para parar as
minhas crises é ter coragem para viver. Minha vida se resumia a minhas pre-ocupações, ou seja
antes das coisas acontecerem eu já dava muita atenção a elas e na hora H não
aconteciam ou não eram tão grandes assim. O espaço que elas ocupavam, muitas
vezes não eram proporcionais a sua importância. E acontecia o contrário também,
eu dava pouco importância a certas coisas (muitas
vezes por já estar estressado com minhas "grandes imaginações") que
podiam ter maior impacto sobre mim.
Hoje vivo bem melhor, principalmente porque não tenho mais medo de
enfrentar a vida e deixar as coisas acontecerem. O aprendizado da vida é a
melhor cura. Sei que tudo é um tormento mental, e sabendo disso sei que não
tenho problema de saúde e que posso fazer qualquer coisa. Como você, na hora
que começo sentir as crises, paro e me controlo. O segredo não é tentar se
convencer que aquela crise não tem sentido, porque uma hora este sentido pode
se perder, uma vez que pessoas como eu vivem dando diferentes sentidos às
coisas, principalmente deixando-as agirem sobre nós de forma agressiva e
maléfica. O que penso nessas horas é que meu tormento passará, porque a vida me
ensinará que não há motivo para eu ficar deste jeito. A cura passa inicialmente
por um desejo muito grande de viver, de não aceitar que a "crise o
tenha", e sim que você "tem a crise". Eu sei que vai haver horas
que não teremos respostas para o que sentimos, mas quem não tem problemas... O
que eu acho é que as pessoas que não possuem a TP, simplesmente conseguem viver
melhor com suas dúvidas, sem serem tão ansiosas em achar respostas para tudo e
tentar resolver tudo naquela hora. Quanto mais tento encontrar explicações para
o meu medo, mais angústia eu tenho e, conseqüentemente, mais ansioso e com mais
medo eu fico.
Não sei se me entendeu direito, mas eu acredito que a cura passa
pelo simples fato de conseguir viver melhor com suas dúvidas, sem deixa-las te prenderem dentro de casa.
Seu texto me emocionou, principalmente ao ler os depoimentos. Acho
que quando encontramos semelhanças nas outras pessoas, sabemos que é possível
viver. Um abraço.
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Nº 26 – Funcionária Pública Federal, 54 anos. Sou casada há 28 anos e tenho 3 filhos homens. Encontrei sua
página navegando na Internet à procura de outra coisa. Tenho ou tive Transtorno
do Pânico. Tive a primeira crise com 22 ou 23 anos. Estava atravessando a rua
quando senti uma tonteira seguida de um medo irracional, não sei como cheguei
do outro lado. O resto da história você e outros como eu devem conhecer bem.
Peregrinações intermináveis a todos os tipos de médicos, sempre com o
diagnóstico de que "estava tudo bem". Naquela época, 1967 ou
68, ninguém sabia o que era "Síndrome ou Transtorno de Pânico".
Fiquei um ano sem sair de casa, toda vez que botava o pé na rua tinha uma
crise. Até que fui parar num psiquiatra que me deu o diagnóstico de
"depressão atípica". Mas pelo menos me tratou e me ajudou. Tomei antidepressivos e tranqüilizantes durante um tempo até
que as crises passaram. Fiquei durante muitos anos sem ter crise alguma,
cheguei até a esquecer ou bloquear que "aquilo" existia. Mas um belo
dia, sem mais nem menos, tudo voltou. Dessa vez já sabia o que era, procurei
logo um psiquiatra (o mesmo), ele me tratou com medicamentos mais
modernos e as crises foram logo embora.
Não tenho mais crises há muitos anos, levo uma vida normal, trabalho, me
divirto, viajo etc. mas sei que posso, de repente, sem mais nem menos, ter uma
crise novamente. Mas essa "coisa" não me tem porque sei como ela é e
como age. Fiz várias terapias alternativas, relaxamento, meditação. Faço
terapia corporal e me exercito. Foram essas coisas que realmente me
ajudaram. Não tomo antidepressivos nem tranqüilizantes porque tomei
horror desses medicamentos. Como você, também tive um companheiro compreensivo,
o que é muito importante, mesmo assim, fiquei com algumas "seqüelas".
Tenho claustrofobia (por incrível que pareça, meu medo é de espaços fechados e
não abertos como outros como eu), não consigo dirigir um carro, detesto
elevador (não deixo de andar de elevador, mas é sempre estressante), viajar de
avião é um problema sério. Viajo, porque a vontade de viajar é maior que o
medo. Tenho outras pequenas fobias e sensações estranhas que não se explicam.
Chego até a me descuidar de minha saúde às vezes, porque quando sinto alguma
coisa diferente, penso logo que é "aquilo" e não dou importância.
Espero que minha experiência possa dar esperanças a outros como eu, que eles vejam
que podem superar essas crises, sair do inferno. Existe luz no final do túnel,
mas para isso é preciso procurar ajuda. Um abraço !
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27-Jeane Claudia Araujo
Lobo, 53 anos, terapeuta somática existencial e psicodramatista.
jeaneclaudia@hotmail.com.br
MEDO. "Este intruso indesejável chega de mansinho e vai se
instalando dentro de nós, como se não se importasse com o mal que traz!".
Vem devagarzinho e os invigilantes não se dão conta (porque
não prestam atenção) de sua nefasta intromissão. De repente, notamos sua
presença, agora realmente instalado dentro de nós. Ele começa a ditar normas de
conduta, grita mais alto, domina toda a nossa estrutura corpórea. O medo
desencadeia reações físicas como o suor, tremedeira, falta o oxigênio e
conseqüentemente dificulta o raciocínio, ficando a cabeça como se fosse
separada do corpo.
O desespero, que é o irmão do medo, toma as rédeas da situação. Quer controlar
o medo e é impotente e deixa-o se instalar porque não tem forças para lutar
contra ele!
Mas quem é esse que tanta violência causa? Quem é esse que intrusamente chega e
não vai embora enquanto não satisfaz seus instintos cruéis? Por que se tem este
inimigo tão potente? Será que todos já tiveram medo? Como será que cada um
sente o intruso?
Para ele se aproximar, antes de se instalar, ele deve ficar observando quais
entradas pode usar. Ele não deve entrar sem observar, não, não, não acredito!
Ele deve observar muito bem, como se fora um ladrão espreitando o movimento de
uma casa ou qualquer outro lugar almejado. Deve averiguar se entra pela porta
da insegurança, pela porta da fragilidade, pela janela do cansaço e do desgaste
ou pelo portão imenso da impotência e da falta de reflexão.
Acredito que deva ser por alguma dessas portas, ou talvez, por outras mais
escondidas que eu não conheço. Este intruso deve ficar espreitando quando e
como se instalará, quero crer que até entre para ver como é a casa, disfarçado
de qualquer coisa. Se perceber que pode ficar, aí na primeira oportunidade ele
se apossa definitivamente, fixando residência. Quando o dono da casa constata
sua presença, ele se apavora! Primeiro deixa-se dominar pelo intruso,
intimidado. O dono da casa não sabe quem é ele e como entrou. Sente-se fraco e
oprimido frente a tanta violência declarada. Depois, num segundo momento, fica
como em alerta para os desvarios causados pelo intruso. Fica esperando o
intruso atacar e muitas vezes esconde-se dele, não fazendo nenhum movimento que
o faça acordar, fica defendendo-se cautelosamente, evita qualquer ato que o
acorde!
Cansado pela situação desgastante, cria uma força enorme e o desafia em altos
brados, mas para sua surpresa o intruso grita mais alto e volta todo o seu
domínio. O dono da casa intimida-se novamente, tentando seu esconderijo: nenhum
movimento, nenhum barulho, anda nas pontas dos pés e restringe-se apenas a
sobreviver!
O medo vai se apossando de seus bens, suas conquistas, seus sonhos, sua ilusão
e como um possante extraterreno, vai acabando com tudo, derrubando tudo com
tanta força que o dono chora impotente, por ver tanto desastre, tanta perda,
tanta desolação!
Paz Profunda. Jeane Lobo
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Nº 28 - Solange, contadora, 33 anos. solavit@hotmail.com
Olá Fernando! Acredito que há mais de dez anos sofro da tal
Síndrome do Pânico, mas somente há uns dois anos descobri que sou portadora
desse mal. Desde criança nunca consegui dormir num quarto e nem mesmo numa cama
sozinha. Cresci e continuei assim. Quando vi meus irmãos casando, entrei
Comecei a namorar novamente
há sete anos e no próximo mês irei me casar. O meu noivo é uma pessoa
ótima e tem me dado todo o apoio possível para que eu me
"cure". Esse ano fiz diversos exames, mais precisamente um
check-up e não deu
Há três meses atrás, resolvi consultar-me com uma psiquiatra e ela diagnosticou a
Síndrome do Pânico. Estou tomando antidepressivo e ansiolítico. O
antidepressivo interferiu na minha vida sexual, mas a minha psiquiatra explicou
ao meu noivo que todos os antidepressivos podem causar isso e que ele deveria
ter paciência comigo. Por enquanto ele está tendo essa paciência. Hoje
trabalho, mas não saio de casa. Tenho medo de tudo, mas o medo de morrer é o
maior e o que mais me apavora. Minha filha tem 11 anos e me pede que eu
realmente me trate, pois o medo acaba prejudicando-a, pois não a deixo sair
sozinha ou somente com as amigas. Tenho muito medo que ela venha também a
sofrer desse mal. Sinto que tenho passado meus medos a ela. Gostaria de fazer
psicoterapia para me livrar desse mal, mas o custo é muito alto. Acho que seria
bom fazer parte desse grupo de apoio, onde todos que participam tem ou já
tiveram esse mal, entendem esse sofrimento, essa nossa angústia e ansiedade
Um abraço e parabéns pelo seu site!
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Nº 29 – Funcionária de lanchonete,
22 anos. aline_arr@bol.com.br
Quando eu tinha 6 anos, iniciei minha vida escolar. No pré, eu era uma criança medrosa e não
conseguia permanecer na escola sem chorar. Para mim, era quase impossível ficar
até a hora de sair. Relutava
todos os dias para não ir, mas não adiantava, minha mãe me obrigava. Não me lembro bem o que eu sentia, mas era um
desespero, vontade de voltar para casa. Eu chorava desesperadamente. Não tinha coleguinhas, pois era muito rejeitada na escola por todos,
ninguém me aceitava, sempre lanchava sozinha.
O tempo passou. Eu não podia sair de carro e já passava mal, mas
era só de carro. Vomitava e ficava meio alucinada, mesmo assim, minha mãe me
forçava a fazer a viajem. Na adolescência eu melhorei um pouco, fiz varias
amizades. Namorava, saía, era até feliz, dificilmente passava mal. Pensei ser
outra pessoa. Com18 anos, arrumei um namorado. Saíamos muito. Viagens de longas
horas na estrada, dormia fora, enfim, podia fazer
coisas que quando criança eu não conseguia. Uma vez fui tentar sair com outras
pessoas, sem ele. Resultado: tive um desespero horrível no carro. Seriam as
crises de pânico? Eu não sabia o que era. Passei mal a noite toda. Vomitei
muito e pensei que fosse morrer. Só quem passou para saber... Depois desse dia,
nunca mais saí com eles, porque foi muito ruim. Só saía com meu namorado,
viajávamos muito e não voltei a ter crises.
Eu não sabia que tinha TP.
Namoramos 1 ano e 3 meses, foi quando tudo acabou, ele não me quis
mais por causa de outra pessoa. Eu o amava. Tive uma pequena briga com essa
terceira pessoa. Eu nunca briguei com ninguém por MEDO. Ela me deixou para
baixo e ele a preferiu. Depois do
episódio da briga, entrei para casa sentindo enjôos. Vomitei, fiquei
desesperada - a famosa crise de pânico. Até o momento, eu não sabia que se
tratava do velho pânico, eu não tinha consciência dessa doença, pensei que
estava ficando louca, sem nada entender. A partir daí, meu mundo acabou. Nunca
mais fui feliz. Sabe porque? Porque
todas as vezes que tentava sair, começava a passar mal. Tentei até sair com
ele, mas até com ele eu passei mal. Tentei ir naquela festinha das amigas e deu
tudo errado... Lembrei-me que uma vez fui na casa de
uma tia dormir e não consegui, tive crises intermináveis a noite toda...
Hoje cheguei a um ponto terrível, não posso fazer nada,
sinto-me muito só. A partir
daí, comecei a passar mal toda vez que saía de casa. Parei de sair,
abandonei as amizades, pois eles não me
entendiam e me julgaram mal. Comecei a levar uma vida solitária. Hoje, só consigo ir pro trabalho, não consigo
conversar com as pessoas, passo mal. Assim que chego do trabalho, me isolo
Adorei esta página, nos esclarece
sobre essa doença que é muito pouco falada, mas muito sentida por nós. Obrigado
por tantas informações sobre o pânico. Ainda tenho fé que um dia poderei sair
de casa novamente sem passar mal.
Fico por aqui. Que Deus te ilumine cada vez mais. Você tem ajudado muitas pessoas a compreender certos fatos e esta me ajudando também.
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N° 30 - Lúcia, 32 anos,
psicóloga. hpinho@zipmail.com.br
Pesquisando sobre a Síndrome do Pânico, encontrei seu site. Antes de mais nada, gostaria de dar-lhe os parabéns por ter
a iniciativa de divulgar, de forma simples e objetiva, sobre esse transtorno.
Recentemente tive uma crise, achei que fosse
"morrer", foi simplesmente horrível. Depois de perambular por várias
especialidades médicas, fazer diversos exames e obter resultados do tipo - você
não tem nada físico, é apenas um estresse -, imaginava ser a Síndrome por
conhecer um pouco sobre o assunto, mas a princípio, não queria acreditar,
sempre procuramos os especialistas errados, como cardiologista, neurologista,
endocrinologista e etc... Mas o psiquiatra e o próprio psicólogo,
ficam em segundo plano.
Atualmente, com técnicas de relaxamento, de respiração e
compreensão do meu limite, estou melhor, mas durou em torno de duas semanas,
foi horrível. Posso considerar a segunda crise, por que em 97 passei por um
processo semelhante, uma crise sem um fator desencadeante, no auge da minha
carreira profissional. Sem entender o que acontecia comigo, fui diversas vezes
em pronto-atendimentos, procurei diversos médicos e fiz vários exames, nada significativo
foi encontrado, a não ser uma série de remédios prescritos desnecessariamente.
Resolvi doar tudo para um posto de saúde. Tirei férias, viajei durante um mês
e voltei outra. Na época, não me preocupei muito, imaginava ser apenas um
estresse, em função da vida agitada que levava. Pedi a Deus para
"aquilo" nunca mais voltar. Depois tive sintomas isolados, mas
nada que me atrapalhasse no meu cotidiano. A última crise comprometeu meu
trabalho e minha vida social por alguns dias, até a compreensão, aceitação de
meus limites. O que me ajudou muito foi um pouco de conhecimentos sobre o
assunto, por que se deixasse por conta dos médicos, estaria perdida. A falta de
informação entre eles e a forma como lidam com o paciente, é complicada. Não
passam uma verdadeira realidade da situação. Tentam ver o paciente de forma
isolada e não o ser como um todo. Mas concordo com você: "tenho a Síndrome
do Pânico , mas ela não me tem". Lutarei com todas as armas para não
entrar em crise novamente. É simplesmente horrível, não desejo para o meu pior
inimigo, se os tivesse.
Com o relaxamento e aceitação de meus limites e um controle da rigidez em relação a minha pessoa, tenho estado bem melhor, mas ainda me assusto um pouco com a situação, apesar de conhecer o processo. Agora não me deixo invadir pelas crises, saio normalmente, faço minhas atividades regularmente, estou levando uma vida mais descontr